quarta-feira, 17 de junho de 2009

VEXAME RUBRO-NEGRO

Ainda não engoli o papelão feito pelo Flamengo, domingo, contra o Coritiba. Tomar cinco gols de um timeco como o Coxa, é uma vergonha! Até comecei a assistir ao jogo pela TV, porém, não fui além dos 30 minutos do primeiro tempo. Vendo aquela atuação medíocre e sem pegada na marcação, mudei de canal e não me arrependi. Levei um susto quando dei uma passada na Globo e o placar apontava 4 a 0. Há algo estranho no reino da Gávea. Como um time campeão carioca que sofria poucos gols, toma nove em dois jogos (teve aqueles 4 a 2 do Sport)? Vê-se que Cuca não tem domínio do elenco. Claro que o técnico não teve culpa naqueles frangos do goleiro Bruno, mas parece que ele esqueceu os garotos formados na Gávea. Não se vê mais em campo jogadores como Erick Flores e o Paulo Sérgio, entre outros, que poderiam melhorar o meio-campo. Não adianta escalar um monte de volantes se nenhum deles encosta no Adriano e no Josiel. Aliás, o ex-imperador de Roma agora agraciado como imperador do Rio nada fez em campo. Reflexo da mordomia de faltar a treinos e da péssima forma física. Ou os cartolas do Mengão dão um jeito na casa agora ou nação rubro-negra vai sofrer com o time que estará rondando a zona do rebaixamento. E que essa goleada seja um ultimato ao Cuca, que parece gostar de drama e tragédia e não da alegria de vitórias e bom futebol.

TIMÃO FAVORITO

Corinthians e Inter iniciam esta noite a decisão da Copa do Brasil 2009. Há um equilíbrio de forças entre as duas equipes. Entretanto, sem Nilmar, o Inter entra com uma certa desvantagem. Os dois times têm características bem similares. Ambos destacam-se pela forte marcação no meio-campo e dificilmente tomam muitos gols. Acredito, por isso, numa final de poucos gols. Pode ser até que ocorram dois empates - hoje em São Paulo e outro no jogo de volta em Porto Alegre. Resta saber se a volta do ex-fenômeno Ronaldo ajudará o Timão. É esperar pra conferir!

terça-feira, 2 de junho de 2009

OH, OBINA É MAIS QUI ETO!


Com a chegada do "imperador" Adriano, a torcida do Flamengo ficou sem o seu maior xodó dos últimos anos: o atacante Obina. O jogador baiano encantou a torcida do mais querido do Brasil não por ter uma refinada técnica. Longe, muito longe disso, é bom que se diga. Desde que chegou à Gávea, Obina nunca deixou de demonstrar uma raça típica de outros ex-atacantes rubro-negros que conquistaram a simpatia da grande massa no Maracanã, como Fio Maravilha e Nunes. Fez gols importantes, como aqueles contra o arqui-rival Vasco que garantiram o título da Copa do Brasil de 2007 para o Mengo, e ganhou até musiquinha atrevida e humorada da sempre irreverente torcida rubro-negra. Compará-lo ou melhor exaltá-lo como superior ao atacante do Barcelona, Ethô, foi uma grande sacada e uma justa homenagem ao raçudo Obina. Agora no mesmo no Palmeiras, ele foi recebido com a mesma música da galera do Mengão: "Oh, Obina é mais que é Ethô"! É a torcida brasileira botando fé no produto interno bruto do futebol nacional no nosso típico pé-de-obra que ante à falta de técnica mostra superação através da raça. Mesmo que parte da nação rubro-negra não concorde, Obina vai fazer falta nas tardes de gala do Maraca. Ele já entrou para o folclore rubro-negro e, apesar da longa seca de gols, merece ainda retornar ao clube carioca. O que cativa em Obina é a sua humildade. O atacante, mesmo criticado e,pior, até satirizado por parte da imprensa, merecia mais respeito. Afinal, ele nunca desmonstrou atitudes desabonadoras de outros atacantes como sair na noite, chegar bêbado nos treinos ou mesmo faltar ao trabalho devido à gandaia. Mesmo nas entrevistas, Obina é de uma humildade incrível. Alguns dirão que é pela falta de estudos e de saber se expressar, mas já se viu muito jogador na mesma condição aprontar dentro e fora de campo. É por isso que Obina conquistou a grande torcida do Mengão e já caiu nas graças dos palmeirenses. E agora que se livrou da pecha da seca de gols pode voltar a marcar gols como fazia no início da carreira do Vitória e como chegou a fazer num determinado momento no Flamengo. Diga o que quiserem, mesmo que Obina não seja melhor que Ethô - e convenhamos, não é - pode-se dizer que Obina é mais "qui e to" e comportado que outros boleiros brasileiros.

terça-feira, 26 de maio de 2009

A COPA DO BRASIL

Mesmo que um pouco tarde, faço aqui breve comentário sobre as semifinais da Copa do Brasil 2009. Claro que não podia deixar de falar sobre a eliminação do meu Flamengo. Apesar de todo o oba-oba sobre a propalada superioridade do Inter, o Mengo mostrou que se tivesse um pouco mais de acerto no ataque poderia estar decidindo a vaga à final contra o Coritiba. Na soma de oportunidades de gol dos dois confrontos, o time da Gávea foi melhor que o Colorado gaúcho. Pesou na eliminação aquele passe errado do Juan - foi bisonho o recuo de bola curto para o Airton que acabou virando passe para o lépido Nilmar e, na sequência, assistência deste último para o gol de Taison - e aquela falta fora de hora do Ibson na entrada da área aos 43 minutos do segundo tempo. Mesmo mal que o time do técnico Cuca mostrou que pode fazer boa campanha no Brasileiro, porém não suficiente para conquistar o título. Dá para brigar por vaga na Libertadores desde que o ex-imperador de Milão Adriano resolva, de fato, jogar futebol.
Dos quatro semifinalistas, o Corinthians chega com mais poder de chegada e não deve encontrar muita resistência para superar o Vasco. Isso mesmo que Ronaldo não jogue o primeiro confronto desta quarta-feira. O Inter, pela qualidade técnica de seu meio-campo e ataque, leva grande favoritismo contra o apenas razoável Coritiba. Aliás, o time paranaense chegou às semifinais graças à combinação de uma chave fraca, onde o time mais forte foi a Ponte Preta. Pela lógica, dará Corinthians e Inter na final. Depois quem errar menos levará o caneco e a primeira vaga brasileira da Libertadores 2010.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

TOQUE DE MIDAS

O Londrina parece sofrer da síndrome do toque de midas. É inacreditável a série de fracassos da administração Peter Silva. Depois da pífia campanha no Campeonato Paranaense que culminou com o rebaixamento à segundona, o bom prenúncio da montagem de um time competitivo para a Série D do Brasileiro também está se desfazendo. O clube perdeu a chance de trazer os bons jogadores do Nacional, de Rolândia, e pode trazer jogadores apenas medianos do Iraty na parceira frustrada com a SM Sports, do empresário Sergio Malucelli. O técnico Gilberto Pereira, que levou o Nacional ao inédito quarto lugar no Estadual, ainda nem tem time-base para iniciar o trabalho. Segue viajando e observando potenciais reforços para o Londrina. E pelo andar da carruagem - que no LEC é puxada por asnos! -, o pobre torcedor alviceleste não deve nutrir esperanças de que teremos um time realmente competitivo. O clube ainda não renovou patrocínio com a Sercomtel - se não fosse a estatal de telefonia londrinense o futebol da cidade já teria morrido há muito tempo -, o Malucelli não se entusiasmou com o assédio de Peter Silva para firmar uma parceria de longo prazo, os salários dos jogadores que ficaram já estão atrasados de novo, o dinheiro da venda do atacante Ricardo acabou e não se vislumbra uma luz nesse túnel de decepções do Londrina. Peter Silva parece ter encarnado mesmo a figura do Rei Midas, porém, para azar da nação alviceleste, tudo o que o cartola-mor do Tubarão toca não vira ouro. Resta torcer que a fedentina não transborde ainda mais e empurre o Londrina para o fundo da fossa. Que pena Tubarão!

A LIÇÃO DE SÃO MARCOS

A atuação do goleiro Marcos, do Palmeiras, na partida contra o Sport mostrou que o arqueiro alviverde ainda tem muita estrada pela frente no futebol. Apesar dele ter mostrado em algumas ocasiões vontade de pendurar as luvas, devido à série de contusões nos últimos três anos, o goleiro demonstrou toda sua capacidade nesse jogo da última terça-feira, 12/05. Foi uma exibição digna dos grandes goleiros do mundo. Marcos pegou tudo durante os 90 minutos - à exceção claro do gol do Sport, marcado devido a um cochilo da zaga palmeirense, e defendeu três pênaltis sem se adiantar na saída do gol. No fim do jogo ele correu feito criança para saudar e ser saudado pela torcida alviverde presente no estádio do Sport. Nas entrevistas, minutos depois, viu-se o Marcos de sempre: humilde e simples e de uma franqueza pouco vista no futebol. Está aí a razão do sucesso do goleiro do pentacampeonato da seleção brasileira dirigida pelo técnico Luiz Felipe Scolari. Que bom que outros profissionais do futebol adotassem o estilo Marcos de ser. O futebol seria muito mais bonito. O goleirão do Palmeiras dispensa o marketing barato de outros atletas e, por isso, conquista simpatia de outras torcidas. Aos 36 anos, ele demonstra que está em forma e pode sim jogar pelo menos mais dois anos. Um bom presente para o torcedor que gosta de um bom futebol e de jogadores que dão o seu melhor em defesa de seu time. E pelo que Marcão já demonstrou ainda teremos dias de São Marcos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

UM TRI SEM SURPRESAS

O tricampeonato carioca pelo Flamengo foi sem surpresas. Há três anos o Rubro-negro vem mandando no futebol do Rio e, mesmo não jogando um primor de futebol, consegue se manter no top. A hegemonia, confirmada este ano quando o Mengo deixou o Fluminense para trás no total de títulos naquele Estado (30 a 29 pró-Mengão), não deve ser atribuída ao maior poderio técnico do Fla. Muito longe disso. O futebol do Rio precisa se reciclar faz tempo. Os clubes pequenos têm mostrado força, mas são tolhidos por arbitragens tendenciosas. É preciso que o futebol do Rio moralize as arbitragens para o bem do próprio esporte daquele Estado. Afinal, de nada adianta mostrar força no Estadual e no Brasileiro os times cariocas brigarem apenas por vagas na Libertadores ou para não serem rebaixados - o que ocorreu com o Vasco em 2008.

Essa reformulação é necessária para fortalecer os próprios grandes clubes. O campeonato carioca tem uma fórmula há muito conhecida do torcedor - falta apenas diminuir o número de clubes para a competição melhorar -, e premia o clube mais regular. Não como no futebol do Paraná onde o vergonhoso regulamento deu sete mandos de jogos para o Atlético, que ainda foi beneficiado com dois pontos de bonificação por ter tido melhor desempenho na primeira fase.
Agora é esperar o início do Brasileirão para confirmar a falta de poder de fogo do trio carioca - Flamengo, Botafogo e Fluminense.