O torcedor do LEC deve comemorar o encerramento de 2009, definitivamente o ano que marcou o afundamento do maior clube do interior do Paraná. Como há muito não via no futebol, a gestão de 4 anos de Peter Robson da Silva conseguiu enterrar o Tubarão. Claro que ele não deve levar toda a culpa pela derrocada do LEC. São inúmeras gestões - ou melhor má-gestões - que culminaram com o time no fundo do poço.
Hoje Londrina tem uma torcida sem time. Bem, dirão muitos que o Tubarão não tem lá tanta torcida assim para ser chamada de "nação" por este blogueiro alviceleste. Porém, não concordo, o LEC tem sim uma considerável torcida e sedenta por uma diretoria que coloque o clube nos trilhos da boa administração e, enfim, dê à cidade e o Norte do Paraná um time de respeito.
E, nesta véspera de Natal, vale aposta na fezinha e na boa intenção do bom velhinho para pedir um presente especial em 2010: um time à altura da paixão do torcedor alviceleste. Ah, e sim que a Justiça do Trabalho pune os (ir)responsáveis por jogarem na lama o nome e a tradição do Tubarão!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
HEXA MERECIDO
Após longa pausa - um pouco culpa do computador travado, outra de um rinite alérgica e uma certa preguiça mesmo de entrar no computador em casa depois da jornada na Folha -, volto a escrever sobre o futebol do Campeonato Brasileiro. Claro, que mais feliz do nunca com o impensado título de campeão conquistado pelo Flamengo. Nem o mais fanático torcedor do Mengão teria projetado que o clube da Gávea alcançaria tal façanha neste final de 2009. Talvez, até por isso, pela própria falta de perspectiva de uma grande campanha, o sabor da conquista tenha sido maior.
Uma série de fatores conspirou a favor do Flamengo na conquista deste sexto caneco do Brasileirão - e não me venham os torcedores rivais questionarem a validade da taça de 1987 frente ao Inter! Primeiro, a instabilidade do Palmeiras e até uma certa arrogância do Muricy que, com a vantagem alcançada no turno, já dava como certo mais um título no seu currículo vitorioso. Depois a queda do Grêmio, do Atlético Mineiro, seguida do São Paulo - todos instáveis na reta de chegada.
Já no Flamengo, longe de qualquer planejamento, funcionou a entrada de novos dirigentes nos lugares de Márcio Braga e Kleber Leite. Eles deram carta branca a Andrade, trouxeram o Petkovic e se expuseram à mídia o menos possível - como deve ser o papel dos cartolas. Méritos do Andrade que, com jeito humilde, soube compor bem o time quando alguém estava suspenso ou contundido - basta lembrar que Petkovic ficou dois jogos fora da equipe e no final Maldonado também não jogou devido a uma contusão - e não ficou lamentando como os tais professores da bola Luxemburgo e Muricy. E como é bom ouvir um treinador falar sem os vícios irritantes de outros manjados e idolatrados técnicos.
Discordo ainda daqueles que querem desmerecer o título rubro-negro alegando que Corinthians e Grêmio teriam facilitado as vitórias do Flamengo para prejudicar seus rivais nos Estados. Basta lembrar que, em Campinas, o goleiro Bruno fez duas defesas difíceis e o Ronaldo Angelim salvou uma bola de dentro do gol, e no jogo final, no Rio, o Grêmio não só jogou melhor no primeiro tempo como quase empatou a partida no segundo tempo. Quanto à reclamação dos são-paulinos em relação ao STJD que puniu Borges, Dagoberto e Jean, o único injustamente suspenso foi o volante. Borges e Dagoberto fizeram faltas graves passíveis de suspensão por mais de um jogo, como ocorreu. O resto é choro de perdedor.
Valeu, Andrade! Valeu Petkovic! Valeu, Ronaldo Angelim, símbolo da raça, determinação e humildade deste campeão brasileiro de 2009.
Uma série de fatores conspirou a favor do Flamengo na conquista deste sexto caneco do Brasileirão - e não me venham os torcedores rivais questionarem a validade da taça de 1987 frente ao Inter! Primeiro, a instabilidade do Palmeiras e até uma certa arrogância do Muricy que, com a vantagem alcançada no turno, já dava como certo mais um título no seu currículo vitorioso. Depois a queda do Grêmio, do Atlético Mineiro, seguida do São Paulo - todos instáveis na reta de chegada.
Já no Flamengo, longe de qualquer planejamento, funcionou a entrada de novos dirigentes nos lugares de Márcio Braga e Kleber Leite. Eles deram carta branca a Andrade, trouxeram o Petkovic e se expuseram à mídia o menos possível - como deve ser o papel dos cartolas. Méritos do Andrade que, com jeito humilde, soube compor bem o time quando alguém estava suspenso ou contundido - basta lembrar que Petkovic ficou dois jogos fora da equipe e no final Maldonado também não jogou devido a uma contusão - e não ficou lamentando como os tais professores da bola Luxemburgo e Muricy. E como é bom ouvir um treinador falar sem os vícios irritantes de outros manjados e idolatrados técnicos.
Discordo ainda daqueles que querem desmerecer o título rubro-negro alegando que Corinthians e Grêmio teriam facilitado as vitórias do Flamengo para prejudicar seus rivais nos Estados. Basta lembrar que, em Campinas, o goleiro Bruno fez duas defesas difíceis e o Ronaldo Angelim salvou uma bola de dentro do gol, e no jogo final, no Rio, o Grêmio não só jogou melhor no primeiro tempo como quase empatou a partida no segundo tempo. Quanto à reclamação dos são-paulinos em relação ao STJD que puniu Borges, Dagoberto e Jean, o único injustamente suspenso foi o volante. Borges e Dagoberto fizeram faltas graves passíveis de suspensão por mais de um jogo, como ocorreu. O resto é choro de perdedor.
Valeu, Andrade! Valeu Petkovic! Valeu, Ronaldo Angelim, símbolo da raça, determinação e humildade deste campeão brasileiro de 2009.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
MÃO DA ARBITRAGEM NO BRASILEIRÃO
E bastou o Palmeiras perder o posto de líder do Brasileirão 2009 para que os cartolas alviverdes vissem nisso uma conspiração da arbitragem contra o clube do Parque Antártica. Vamos aos fatos. Ninguém seria estúpido de não reconhecer o erro crasso do Carlos Eugênio Simon de invalidar o gol legítimo do Obina, ontem, contra o Fluminense. Porém, o que o gerente de futebol do Palmeiras, Toninho Cecílio, não disse nas entrevistas após o jogo foi que o seu clube foi beneficiado em jogos contra o Cruzeiro (a polêmica dos três pênaltis não marcados a favor do time mineiro) e o Corinthians (o Heber Roberto Lopes não expulsou o zagueiro Danilo por falta violenta em Jorge Henrique, o que deixaria o alviverde com 9 jogadores em campo quando era dominado e perdia por 1 a 0). Só nestes dois jogos, o Porco somou 4 pontos. O cartola palmeirense estranhamente não questionou as mexidas do técnico Muricy Ramalho que insiste em escalar o apagado Vágner Love. Mesmo contra o Flu, Love jogou bolinha e mesmo assim continuou em campo. O sacrificado acabou sendo Obina que tem menos nome, mas luta como nunca e foi o autor do gol anulado. Tivesse jogado o Palmeiras com o mesmo espírito dos jogadores do Flu, o time paulista teria saído pelo menos com um empate no Maracanã. Aqui e ali , vários times foram prejudicados por erro de juiz. Agora, o não pode é um dirigente tentar estragar a emocionante reta de chegada do Brasileirão com declarações que podem inflamar a já violenta torcida organizada do Verdão. Será que o cartola sente que o seu time está descendo a ladeira e, na iminência de perder o título que lhe parecia óbvio e certo, quer tirar os méritos de quem venha ser o campeão da temporada? Melhor do que qualquer asneira dita por cartolas, é ver que São Paulo, Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro estão aí vivos na luta pelo título. No mais, é choradeira de que não sabe perder e reconhecer os erros de seu time.
MÃO DA JUSTIÇA NO LEC
E o tão esperado processo eleitoral do Londrina acabou bloqueado pela Justiça do Trabalho. Para mostrar que os acordos com a Justiça trabalhista devem ser cumpridos e respeitados, o juiz da 6 Vara da Justiça do Trabalho de Londrina, Reginaldo Melhado, não só suspendeu a realização da eleição como também determinou o afastamento de toda a diretoria (!!??) do LEC, como o presidente-imperador Peter Silva. Não dá pra dizer que houve surpresa na ação, talvez surpreenda mesmo a demora. E pelo que foi noticiado nos jornais (JL e Folha) o juiz mostrou-se arrependido de ter estendido o voto de confiança na administração obscura e sem nenhuma transparência da atual diretoria do LEC. Foram três anos de espera para que se cumprisse e pagar-se o que foi determinado pelo acordo trabalhista: destinar 15% de todos os patrocínios e arrecadações do clube para quitar ações de ex-funcionários do Londrina. A série de desmandos da direção do clube determinaram toda esta ação da Justiça do Trabalho. É um sopro de alento de que os culpados pela má administração e desmoralização do principal do clube do interior do Paraná serão punidos. Outras ações deverão ser tomadas pelo juiz futuramente e, quem sabe, o LEC seja reembolsado pelo sério desfalque em sua frágil situação financeira. Não dá pra sair por aí negociando jogadores das categorias de base sem esclarecer aos sócios do clube e a imensa torcida que, apesar de não ser assoaciada, merece ser informada das negociações feitas pela diretoria. Que a mão da Justiça seja capaz de pôr o Londrina novamente nos trilhos da moralidade e da transparência.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O BELINATI DO LEC
O processo eleitoral do Londrina Esporte Clube (LEC) está bem parecido com o pleito municipal. Não é que o Marcello Caldarelli assumiu os trejeitos do Belinati, o triprefeito derrotado na tentativa de dirigir a cidade pela quarta vez no ano passado? Caldarelli, que teve uma gestão polêmica em 1985/1986, quer por quer voltar ao cargo de presidente do LEC. Contra ele está o empresário Gilberto Ponce, apoiado pelo prefeito Barbosa Neto. Na chapa de Ponce figuram nomes de ex-dirigentes do clube, advogados e promotores de Justiça. Foi o que bastou para que Caldarelli atribuísse à disputa eleitoral a luta da chapa humilde contra a chapa dos poderosos. Não contente, no último domingo, no programa de esporte da CNT, comandado pelo Ademir Lobo, o ex-cartola do LEC colocou Deus na disputa num verdadeiro discurso belinatista. E mais, acusou a comissão eleitoral de dificultar seu acesso à lista de sócios aptos a votar no próximo domingo. E, pelo jeito, podemos esperar mais lances polêmicos nesta reta final da eleição. Que os sócios do LEC em condições de voto fiquem espertos e alertas e saibam que este processo eleitoral pode significar na vida do Tubarão: o sopro de esperança de reconstrução da equipe ou as últimas pás de terra que sepultarão de vez o Alviceleste.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
TESTE NA ALTITUDE
Se o técnico Dunga levar a sério o jogo diante da Bolívia para avaliar os jogadores convocados nas duas últimas rodadas da Eliminatórias, estará cometendo uma injustiça. Ninguém pode crucificado por uma atuação ruim diante da altidude e de uma Bolívia descompromissada, pois já estava fora do páreo na classificação. O 2 a 1 favorável aos bolivianos não pode servir de base de avaliação. O ar rarefeito fez mal à maioria dos jogadores da seleção brasileira. Nem o Maicon, com aquele fôlego de cavalo, conseguiu jogar a partida toda. No primeiro tempo ele nem apareceu. Quem mais foi prejudicado foi o Diego Souza, destaque do Palmeiras e do Campeonato Brasileiro. Julgá-lo apenas por esta partida não está correto. Dunga deveria dar-lhe nova chance também contra a Venezuela. Afinal, Kaká e mesmo Luiz Fabiano todos já sabem que garantiram ida à Copa da África do Sul em 2010. Então, nada melhor que testar outros jogadores nesta quarta-feira. Espera-se que Dunga não cometa erros de outros treinadores que convocaram jogadores e deram-lhes poucos minutos para mostrar seu potencial. Que tal, então, escalar o Naldo na zaga nesta quarta e repetir um meio-campo com Kaká e Diego Souza, além do Lucas? Ousar e testar é preciso.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
TORCIDA SEM TIME
A atual diretoria do Londrina Esporte Clube (LEC) conseguiu a proeza que destruir o clube. Após quatro anos de má administração, o Tubarão praticamente inexiste. Não há mais sede campestre, não há mais categorias de base e nem categoria profissional. Caos total. Será que a eleição em novembro será capaz de dar esperanças ao torcedor de ver o clube se reerguer? Só mesmo uma superdiretoria composta de vários empresários unidos num mesmo objetivo poderá alimentar tal esperança. Do contrário, o LEC estará fadado mesmo a desaparecer ante a dívida crescente de R$ 7 milhões. Por ora, o ex-glorioso Tubarão que por três vezes conquistou o título estadual no Paraná (1962, 1981 e 1992), assombrou o Brasil em 1977/78 ao eliminar de uma só tacada Flamengo, Corinthians, Vasco e Santos (ficou na quarta colocação atrás de São Paulo, Atlético-MG e Operário-MS) e ainda levantar o caneco da Taça de Prata (a Série B na época) de 1980 é um time quase à beira da extinção. Pior para a nação alviceleste que hoje é uma torcida sem time.
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