segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
VITÓRIA SEM SEGREDO
E, no final das contas, a vitória da Unidos da Tijuca no Carnaval Carioca não foi segredo pra ninguém. A tradicional escola com mais de 70 anos fez bonito na Sapucaí e, com justiça, arrebatou o caneco. Fez uma apresentação impecável. Da sua comissão de frente - que conquistou o público de cara com uma mágica incrível de troca de roupa de seis mulheres - aos carros alegóricos - com direito a uma grande rampa de esqui para Batmen que na sequência virava uma grande parede de escalada para Homens-aranhas. O carnavalesco Paulo Barros deu show de criatividade e conseguiu fazer um desfile harmônico como há muito não se via. Como salgueirense - mas não só por isso -, não concordei com o quinto lugar. O Salgueiro deveria estar entre as três primeiras. A Vila Isabel, apesar do belo samba do Martinho da Vila, não fez um desfile harmônico. A Imperatriz fez um desfile melhor e ficou lá atrás. Enfim, não dá pra saber o que vai na cabeça dos jurados. O mesmo pode ser dito da Beija-Flor que não se apresentou no seu melhor estilo e isso não tem nada a ver com o enredo patrocinado pelo governo do Distrito Federal, cujo governador está preso por corrupção. A vitória da Tijuca serviu pra mostrar que sempre há o que renovar no desfile das escolas sem desvirtuar o samba. Foi um desfile nota dez.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
FIM DA NOVELA PARCERIA
Finalmente ontem foi sacramentada a tão esperada parceria do Londrina Esporte Clube. A Justiça do Trabalho, que interviu na administração do clube paralisando a eleição de 2009 e afastando cartolas e o omisso Conselho Deliberativo, escolheu o grupo Universe comandado pelo empresário ainda desconhecido na região Rogério Berti. Ele será auxiliado pelos ex-jogadores Vágner Nunes (neto do seo Antonio, ex-zelador do Estádio VGD e já falecido) e Vagner Marcelinho (este último já anunciado ontem como gerente do clube nesta nova fase). Conforme anunciado pelo procurador da Justiça, Heiler Natali, o contrato será por três anos e com possibilidade de renovação por mais um ano desde que o grupo conquiste o acesso à divisão principal do Campeonato Paranaense - que deve ser disputada a partir de maio. Como já havia escrito antes, mesmo sendo um grupo pouco conhecido não há motivo para tanto desconfiança por parte da imprensa e dos torcedores influenciados por cronistas que já defendiam abertamente a parceria com a SM Sports de Sergio Malucelli. Se o Malucelli já havia anunciado que vai deixar Irati e fundar um novo clube em Londrina aproveitando a estrutura já montada no antigo Horto Tropical, indaga-se como ele pretendia um contrato longo de dez anos para gerir o Tubarão com dois times na cidade? Não é estranho? Bem, o torcedor já deveria estar vacinado contra defesas apaixonadas de certos cronistas esportivos ou pelo menos desconfiar. Agora, é esperar para ver como o Universe vai chegar na cidade e como pretende montar um time em tão pouco tempo para disputar a Copa do Brasil já que a estréia na competição é no dia 24 de fevereiro contra o Uberaba, no interior de Minas Gerais. Com o fim da novela da parceria, para o torcedor fica a esperança que um novo roteiro seja escrito na vida do clube. Quem sabe com um enredo mais feliz do que nos últimos cinco anos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
LEC E A TERCEIRIZAÇÃO
E virou uma grande novela mexicana a terceirização do futebol do Londrina Esporte Clube. Atualmente sob intervenção da Justiça do Trabalho, o LEC é clube praticamente inexistente. À exceção de uma torcida adormecida e na expectativa quanto ao futuro do time, o Tubarão não tem nada: falta-lhe sede, jogadores, comissão técnica, enfim tudo que um time de futebol necessita. Após a desastrosa gestão de quatro anos de Peter Silva, o Londrina agora está à mercê de dois grupos de empresários: um sob o comando do Sérgio Malucelli, presidente do Iraty, e conta com a simpatia do prefeito Barbosa Neto e de um conhecido grupo de comunicação radiofônico; o outro - uma verdadeira incógnita ainda apesar da reportagem desta quarta-feira do repórter Thiago Mossini na Folha de Londrina - é liderado por dois ex-jogadores de futebol, coincidentemente, ambos com o mesmo nome: Vagner, o Nunes neto do famoso seo Antonio, já falecido, zelador do Estádio VGD, e o Vagner Marcelino, aquele ex-volante do Bangu que jogou no LEC anos atrás. E caberá aos interventores da Justiça do Trabalho escolher qual dos dois grupos oferece a melhor proposta para administrar e reerguer o Tubarão. Acredito que apesar de todo o oba-oba com a suposta desistência da SM Sports amplamente divulgada pelas emissoras de rádio no último sábado e da insatisfação do prefeito, o torcedor deve manter-se calmo e respeitar a decisão da Justiça. Afinal, foi graças à intervenção judicial que foi possível dar um basta na má-gestão que o clube vinha sofrendo. Já vimos antes setores da imprensa de Londrina se derramarem em elogios a determinados grupos que administraram o clube e o Londrina continuou na mesma sina descendo ladeira abaixo. Então, o melhor é não deixar a paixão se sobressair sobre a razão. Mesmo porque nunca se sabe o que está por trás de certas defesas apaixonadas de alguns cronistas esportivos. À sua hora, a Justiça saberá escolher aquele grupo que dará garantias de oferecer um sério trabalho de resgate do principal clube do interior do Paraná que hoje vive apenas do seu razoável passado de glória.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
FELIZ 2010
Para aqueles que, pacientemente, acessam este blog em busca de novos textos - já que a postagem não é diária - desejo um feliz 2010 com paz, saúde e, por que, dinheiro que não faz mal a ninguém. Espero poder compartilhar no próximo ano minhas ideias sobre o LEC (aquela da torcida sem time), sobre o futebol de maneira geral (ano que vem tem Copa do Mundo, ano de sofrer com as teimosias do Dunga), tem eleição (que difícil as escolhas - cuidado que tem muito corrputo querendo o seu voto) e tem ainda a peculiar política londrinense que sempre promete no campo das ações civis e criminais no âmbito do Ministério Público. Enfim, vai ser um ano cheio. Então, prepare o espírito! E, se você torce por Tuba, quem sabe na pele do Iraty o time não resolve aprontar na Copa do Brasil. Feliz 2010.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
CAPITAL DAS BATATAS!
Nunca uma frase cunhou tão bem o perfil de boa parte da Câmara de Vereadores de Londrina como aquela dita pelo Orlando Bonilha em 2008. Ao ser questionado sobre a série de ações que pesava contra si no Ministério Público o não tão nobre edil saiu-se com essa: "Não sou a única batata pobre da Câmara". Além de assumir que era um batata, Bonilha indiciou que a ramificação do tubérculo havia se espalhado pelo Legislativo londrinense. O que ficou comprovado mais tarde com o afastamento de outros vereadores por suposta cobrança de propina de empresários. Mas quem pensava que a ação do MP havia extinguido todo o mal e que a eleição de outubro de 2008 havia dado um não aos corruptos, se enganou. A Câmara encerra 2009 com dois vereadores afastados - Rodrigo Gouvêa e Joel Garcia - e com sua imagem ainda arranhada perante a opinão pública. Um sinal que Londrina, a outrora capital do Café, parece ter se transformado na capital da Batata Podre.
PAPAI NOEL PARA O LEC
O torcedor do LEC deve comemorar o encerramento de 2009, definitivamente o ano que marcou o afundamento do maior clube do interior do Paraná. Como há muito não via no futebol, a gestão de 4 anos de Peter Robson da Silva conseguiu enterrar o Tubarão. Claro que ele não deve levar toda a culpa pela derrocada do LEC. São inúmeras gestões - ou melhor má-gestões - que culminaram com o time no fundo do poço.
Hoje Londrina tem uma torcida sem time. Bem, dirão muitos que o Tubarão não tem lá tanta torcida assim para ser chamada de "nação" por este blogueiro alviceleste. Porém, não concordo, o LEC tem sim uma considerável torcida e sedenta por uma diretoria que coloque o clube nos trilhos da boa administração e, enfim, dê à cidade e o Norte do Paraná um time de respeito.
E, nesta véspera de Natal, vale aposta na fezinha e na boa intenção do bom velhinho para pedir um presente especial em 2010: um time à altura da paixão do torcedor alviceleste. Ah, e sim que a Justiça do Trabalho pune os (ir)responsáveis por jogarem na lama o nome e a tradição do Tubarão!
Hoje Londrina tem uma torcida sem time. Bem, dirão muitos que o Tubarão não tem lá tanta torcida assim para ser chamada de "nação" por este blogueiro alviceleste. Porém, não concordo, o LEC tem sim uma considerável torcida e sedenta por uma diretoria que coloque o clube nos trilhos da boa administração e, enfim, dê à cidade e o Norte do Paraná um time de respeito.
E, nesta véspera de Natal, vale aposta na fezinha e na boa intenção do bom velhinho para pedir um presente especial em 2010: um time à altura da paixão do torcedor alviceleste. Ah, e sim que a Justiça do Trabalho pune os (ir)responsáveis por jogarem na lama o nome e a tradição do Tubarão!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
HEXA MERECIDO
Após longa pausa - um pouco culpa do computador travado, outra de um rinite alérgica e uma certa preguiça mesmo de entrar no computador em casa depois da jornada na Folha -, volto a escrever sobre o futebol do Campeonato Brasileiro. Claro, que mais feliz do nunca com o impensado título de campeão conquistado pelo Flamengo. Nem o mais fanático torcedor do Mengão teria projetado que o clube da Gávea alcançaria tal façanha neste final de 2009. Talvez, até por isso, pela própria falta de perspectiva de uma grande campanha, o sabor da conquista tenha sido maior.
Uma série de fatores conspirou a favor do Flamengo na conquista deste sexto caneco do Brasileirão - e não me venham os torcedores rivais questionarem a validade da taça de 1987 frente ao Inter! Primeiro, a instabilidade do Palmeiras e até uma certa arrogância do Muricy que, com a vantagem alcançada no turno, já dava como certo mais um título no seu currículo vitorioso. Depois a queda do Grêmio, do Atlético Mineiro, seguida do São Paulo - todos instáveis na reta de chegada.
Já no Flamengo, longe de qualquer planejamento, funcionou a entrada de novos dirigentes nos lugares de Márcio Braga e Kleber Leite. Eles deram carta branca a Andrade, trouxeram o Petkovic e se expuseram à mídia o menos possível - como deve ser o papel dos cartolas. Méritos do Andrade que, com jeito humilde, soube compor bem o time quando alguém estava suspenso ou contundido - basta lembrar que Petkovic ficou dois jogos fora da equipe e no final Maldonado também não jogou devido a uma contusão - e não ficou lamentando como os tais professores da bola Luxemburgo e Muricy. E como é bom ouvir um treinador falar sem os vícios irritantes de outros manjados e idolatrados técnicos.
Discordo ainda daqueles que querem desmerecer o título rubro-negro alegando que Corinthians e Grêmio teriam facilitado as vitórias do Flamengo para prejudicar seus rivais nos Estados. Basta lembrar que, em Campinas, o goleiro Bruno fez duas defesas difíceis e o Ronaldo Angelim salvou uma bola de dentro do gol, e no jogo final, no Rio, o Grêmio não só jogou melhor no primeiro tempo como quase empatou a partida no segundo tempo. Quanto à reclamação dos são-paulinos em relação ao STJD que puniu Borges, Dagoberto e Jean, o único injustamente suspenso foi o volante. Borges e Dagoberto fizeram faltas graves passíveis de suspensão por mais de um jogo, como ocorreu. O resto é choro de perdedor.
Valeu, Andrade! Valeu Petkovic! Valeu, Ronaldo Angelim, símbolo da raça, determinação e humildade deste campeão brasileiro de 2009.
Uma série de fatores conspirou a favor do Flamengo na conquista deste sexto caneco do Brasileirão - e não me venham os torcedores rivais questionarem a validade da taça de 1987 frente ao Inter! Primeiro, a instabilidade do Palmeiras e até uma certa arrogância do Muricy que, com a vantagem alcançada no turno, já dava como certo mais um título no seu currículo vitorioso. Depois a queda do Grêmio, do Atlético Mineiro, seguida do São Paulo - todos instáveis na reta de chegada.
Já no Flamengo, longe de qualquer planejamento, funcionou a entrada de novos dirigentes nos lugares de Márcio Braga e Kleber Leite. Eles deram carta branca a Andrade, trouxeram o Petkovic e se expuseram à mídia o menos possível - como deve ser o papel dos cartolas. Méritos do Andrade que, com jeito humilde, soube compor bem o time quando alguém estava suspenso ou contundido - basta lembrar que Petkovic ficou dois jogos fora da equipe e no final Maldonado também não jogou devido a uma contusão - e não ficou lamentando como os tais professores da bola Luxemburgo e Muricy. E como é bom ouvir um treinador falar sem os vícios irritantes de outros manjados e idolatrados técnicos.
Discordo ainda daqueles que querem desmerecer o título rubro-negro alegando que Corinthians e Grêmio teriam facilitado as vitórias do Flamengo para prejudicar seus rivais nos Estados. Basta lembrar que, em Campinas, o goleiro Bruno fez duas defesas difíceis e o Ronaldo Angelim salvou uma bola de dentro do gol, e no jogo final, no Rio, o Grêmio não só jogou melhor no primeiro tempo como quase empatou a partida no segundo tempo. Quanto à reclamação dos são-paulinos em relação ao STJD que puniu Borges, Dagoberto e Jean, o único injustamente suspenso foi o volante. Borges e Dagoberto fizeram faltas graves passíveis de suspensão por mais de um jogo, como ocorreu. O resto é choro de perdedor.
Valeu, Andrade! Valeu Petkovic! Valeu, Ronaldo Angelim, símbolo da raça, determinação e humildade deste campeão brasileiro de 2009.
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