E o esporte brasileiro perdeu o mestre das palavras nesta semana. Armando Nogueira, o jornalista que profissionalizou o jornalismo na TV brasileira, morreu de câncer no dia 29 de março (uma segunda-feira). Ele deixa uma grande lacuna no colunismo esportivo do País. Com rara sapiência, o mestre soube aliar a poesia com o esporte. Mesmo ligado ao futebol, onde exaltou Pelé, Garrincha e outros tantos craques , Armando não se furtou em reconhecer e embelezar o talento de outras feras do esporte nacional - claro ele também era obcecado por olimpíada - como a Rainha Hortência, a Magic Paula - ambas do basquete -, além de Leila, Virna e Fernanda Venturini, do vôlei. E, claro, o Mão Santa Oscar, um fominha talentoso que projetou nosso basquete masculino na incrível façanha dos Jogos Pan-Americanos de Indianópolis em 1987 com aquela vitória sensacional sobre os Estados Unidos.
Tudo o que se disser sobre mestre Armando será pouco. Não foi à toa que jornalistas e colunistas esportivos de norte a sul do Brasil fizeram questão de destacar o legado deixado pelo mestre. Foi graças a Armando que os jornais deram e dão espaço às colunas esportivas que atraem cada vez mais leitores interessados em conhecer - e discordar - os pontos de vistas dos cronistas do esporte em geral. Quem sabe na constelação de estrelas lá do céu, mestre Armando não esteja fazendo poesia com o golpe que a vida lhe pregou.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
GESTÃO AMADORA
Pior que a eliminação do Londrina da Copa do Brasil frente ao Uberaba (MG) é a gestão amadora do grupo Universe à frente do Tubarão. A Justiça Trabalhista precisa agir para que essa administração postiça não cause ainda mais estragos no LEC. Além do futebol pobre e sem nenhuma qualidade naquele 2 a 0 para o time mineiro em Paranavaí, o grupo Universe sequer respeitou a já arranhada tradição do Tubarão usando um uniforme que nem clube amador usa mais. Aquilo parecia uniforme cedido por políticos em campanhas eleitorais. O Universe desrespeitou o LEC e sua torcida e, por consequência, a cidade de Londrina. Só isso era motivo de protesto formal de conselheiros e ex-dirigentes do clube. Mas não se ouviu ou viu nada. Tal a apatia que a cidade tem desmonstrado com relação ao seu mais tradicional clube de futebol. E isso é cada vez mais evidente, desde a gestão desastrosa do Peter Silva que culminou com a queda à Segundona do Paraná em 2009 e com a desclassifição na Série D do Brasileiro. Parece que ninguém liga para o que acontece com o LEC. Era preciso mais energia e cobrança em cima do Universe. Tá certo que o time não deu vexame de ser goleado, mas o novo grupo gestor tem que ser cobrado a dar satistações e a honrar o escudo e o uniforme do LEC. Do contrário, poderá dar vexame na Segundona que começa em maio.
segunda-feira, 1 de março de 2010
RESULTADO ESPERADO
A derrota do Londrina por 1 a 0 para o Uberaba, na quarta-feira (24/2), no Triângulo Mineiro, não chegou a ser surpresa para ninguém. Ao contrário, há inclusive quem prevesse uma goleada a favor do time mineiro. Daí o resultado ter sido considerado quase como uma vitória nessa volta cheia de expectativa do Alviceleste aos gramados, pós-gestão "titânica" de quatro anos do senhor Peter Robson da Silva que culminou com intervenção da Justiça, clube sem uma diretoria, time sem jogadores e, pior, rebaixado no Paraná e sem vaga em nenhuma divisão nacional. Essa vaguinha da Copa do Brasil, aliás, é fruto da conquista da Copa Paraná 2008 sob gestão do empresário Adir Leme. No jogo de volta, dia 10 de março - onde será disputada a partida, hein? - também não há muito o que esperar. Digo isto porque quem foi a Uberaba viu um time muito fraco e apenas se defendendo e, como não deve ter reforços, e praticamente sem ataque. Resta torcer para que também não faça feio. E, a partir daí, acredito que a torcida, imprensa e o interventor da Justiça Trabalhista devem ficar mais atentos e cobrar um posição mais profissional do grupo Universe. Não sei até que ponto a saída do Vagner Nunes vai afetar a sequência de trabalho do grupo. Mas já passou da hora do grupo instalar-se na cidade e provar que está a fim mesmo de devolver a alegria à torcida do LEC. Agora, é urgente que alguém cobre o grupo em relação às cores do Tubarão: aquele azul escuro usado em Uberada foi bisonho, ficou pior ainda com os calções no mesmo tom. É haja paciência para recuperar a autoestima e as tradições do velho Tubarão.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
QUE TUBARÃO É ESSE?
Confesso que ainda não entendi a estratégia do grupo Universe, gestor do Londrina pelos próximos três anos no mínimo (bem, se aguentarem o tranco), de manter o time treinando em Campo Mourão sem ao menos apresentá-lo ao torcedor. Nem que fosse um "desfile" de encontro com a torcida no Calçadão, por exemplo, já que na cidade não há estádio liberado para jogos. Nesta quarta, o time que estreia na Copa do Brasil contra o Uberaba, no Triângulo Mineiro, é uma tremenda incógnita. Ouvimos apenas relatos de alguns radialistas que foram assistir aos jogos-treinos contra Engenheiro Beltão e Cianorte e, pelo jeito, é um time frágil. Resta torcer para que consiga ao menos um empate em Minas para ainda lutar pela vaga à segunda fase da competição.
O que não dá pra entender é o veto da Federação Paranaense de Futebol ao Estádio do Café. Exigir muro entre o estádio e o autódromo pra quê? Se é pra evitar evasão de renda pode esquecer, porque a torcida do LEC está desmobilizada e desmotivada. Só mesmo um grande jogo - aí sonhando em eliminar o Uberaba e pega o Fluminense na sequência - seria capaz de reanimá-la. Outra incoerência é a má vontade da Prefeitura de Londrina e da própria Fundação de Esportes do município em não atender às exigências da FPF para liberar o Café para o jogo de volta contra o Uberaba, em março. Com tanta gente remando contra o time, parece que o torcedor do Tubarão continuará com sua sina sofredora em 2010.
O que não dá pra entender é o veto da Federação Paranaense de Futebol ao Estádio do Café. Exigir muro entre o estádio e o autódromo pra quê? Se é pra evitar evasão de renda pode esquecer, porque a torcida do LEC está desmobilizada e desmotivada. Só mesmo um grande jogo - aí sonhando em eliminar o Uberaba e pega o Fluminense na sequência - seria capaz de reanimá-la. Outra incoerência é a má vontade da Prefeitura de Londrina e da própria Fundação de Esportes do município em não atender às exigências da FPF para liberar o Café para o jogo de volta contra o Uberaba, em março. Com tanta gente remando contra o time, parece que o torcedor do Tubarão continuará com sua sina sofredora em 2010.
VITÓRIA SEM SEGREDO
E, no final das contas, a vitória da Unidos da Tijuca no Carnaval Carioca não foi segredo pra ninguém. A tradicional escola com mais de 70 anos fez bonito na Sapucaí e, com justiça, arrebatou o caneco. Fez uma apresentação impecável. Da sua comissão de frente - que conquistou o público de cara com uma mágica incrível de troca de roupa de seis mulheres - aos carros alegóricos - com direito a uma grande rampa de esqui para Batmen que na sequência virava uma grande parede de escalada para Homens-aranhas. O carnavalesco Paulo Barros deu show de criatividade e conseguiu fazer um desfile harmônico como há muito não se via. Como salgueirense - mas não só por isso -, não concordei com o quinto lugar. O Salgueiro deveria estar entre as três primeiras. A Vila Isabel, apesar do belo samba do Martinho da Vila, não fez um desfile harmônico. A Imperatriz fez um desfile melhor e ficou lá atrás. Enfim, não dá pra saber o que vai na cabeça dos jurados. O mesmo pode ser dito da Beija-Flor que não se apresentou no seu melhor estilo e isso não tem nada a ver com o enredo patrocinado pelo governo do Distrito Federal, cujo governador está preso por corrupção. A vitória da Tijuca serviu pra mostrar que sempre há o que renovar no desfile das escolas sem desvirtuar o samba. Foi um desfile nota dez.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
FIM DA NOVELA PARCERIA
Finalmente ontem foi sacramentada a tão esperada parceria do Londrina Esporte Clube. A Justiça do Trabalho, que interviu na administração do clube paralisando a eleição de 2009 e afastando cartolas e o omisso Conselho Deliberativo, escolheu o grupo Universe comandado pelo empresário ainda desconhecido na região Rogério Berti. Ele será auxiliado pelos ex-jogadores Vágner Nunes (neto do seo Antonio, ex-zelador do Estádio VGD e já falecido) e Vagner Marcelinho (este último já anunciado ontem como gerente do clube nesta nova fase). Conforme anunciado pelo procurador da Justiça, Heiler Natali, o contrato será por três anos e com possibilidade de renovação por mais um ano desde que o grupo conquiste o acesso à divisão principal do Campeonato Paranaense - que deve ser disputada a partir de maio. Como já havia escrito antes, mesmo sendo um grupo pouco conhecido não há motivo para tanto desconfiança por parte da imprensa e dos torcedores influenciados por cronistas que já defendiam abertamente a parceria com a SM Sports de Sergio Malucelli. Se o Malucelli já havia anunciado que vai deixar Irati e fundar um novo clube em Londrina aproveitando a estrutura já montada no antigo Horto Tropical, indaga-se como ele pretendia um contrato longo de dez anos para gerir o Tubarão com dois times na cidade? Não é estranho? Bem, o torcedor já deveria estar vacinado contra defesas apaixonadas de certos cronistas esportivos ou pelo menos desconfiar. Agora, é esperar para ver como o Universe vai chegar na cidade e como pretende montar um time em tão pouco tempo para disputar a Copa do Brasil já que a estréia na competição é no dia 24 de fevereiro contra o Uberaba, no interior de Minas Gerais. Com o fim da novela da parceria, para o torcedor fica a esperança que um novo roteiro seja escrito na vida do clube. Quem sabe com um enredo mais feliz do que nos últimos cinco anos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
LEC E A TERCEIRIZAÇÃO
E virou uma grande novela mexicana a terceirização do futebol do Londrina Esporte Clube. Atualmente sob intervenção da Justiça do Trabalho, o LEC é clube praticamente inexistente. À exceção de uma torcida adormecida e na expectativa quanto ao futuro do time, o Tubarão não tem nada: falta-lhe sede, jogadores, comissão técnica, enfim tudo que um time de futebol necessita. Após a desastrosa gestão de quatro anos de Peter Silva, o Londrina agora está à mercê de dois grupos de empresários: um sob o comando do Sérgio Malucelli, presidente do Iraty, e conta com a simpatia do prefeito Barbosa Neto e de um conhecido grupo de comunicação radiofônico; o outro - uma verdadeira incógnita ainda apesar da reportagem desta quarta-feira do repórter Thiago Mossini na Folha de Londrina - é liderado por dois ex-jogadores de futebol, coincidentemente, ambos com o mesmo nome: Vagner, o Nunes neto do famoso seo Antonio, já falecido, zelador do Estádio VGD, e o Vagner Marcelino, aquele ex-volante do Bangu que jogou no LEC anos atrás. E caberá aos interventores da Justiça do Trabalho escolher qual dos dois grupos oferece a melhor proposta para administrar e reerguer o Tubarão. Acredito que apesar de todo o oba-oba com a suposta desistência da SM Sports amplamente divulgada pelas emissoras de rádio no último sábado e da insatisfação do prefeito, o torcedor deve manter-se calmo e respeitar a decisão da Justiça. Afinal, foi graças à intervenção judicial que foi possível dar um basta na má-gestão que o clube vinha sofrendo. Já vimos antes setores da imprensa de Londrina se derramarem em elogios a determinados grupos que administraram o clube e o Londrina continuou na mesma sina descendo ladeira abaixo. Então, o melhor é não deixar a paixão se sobressair sobre a razão. Mesmo porque nunca se sabe o que está por trás de certas defesas apaixonadas de alguns cronistas esportivos. À sua hora, a Justiça saberá escolher aquele grupo que dará garantias de oferecer um sério trabalho de resgate do principal clube do interior do Paraná que hoje vive apenas do seu razoável passado de glória.
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