segunda-feira, 3 de maio de 2010
TIME PEQUENO SOFRE!
E mais uma vez um time pequeno acabou sofrendo nas mãos do apito amigo. É o caso do Santo André na final do Paulistão contra o Santos. Alguns dirão que o árbitro Salvio Spindola foi até rigoroso contra o Santos deixando o time da Baixada Santista com nove homens em campo com as expulsões de Marquinhos e Roberto Blum na etapa final. E aquele gol legítimo anuado pela bandeirinha ainda no primeiro tempo? E justamente o gol poderia ter dado a vantagem de dois gols que o Santo André precisava. Houve ainda outro impedimento anotado erradamente. Sim o Santos foi campeão com amplos méritos, mas fazia tempo que uma final tinha um gosto de chope quente e carne queimada. O Santo André venceu o jogo com amplos méritos e mostrou que poderia ter vencido por contagem superior a dois gols. Outra vez a grande imprensa esportiva desprezou a capacidade de reação e até a qualidade técnica de um time pequeno. Claro que não chega a lembrar aquele desprezo sofrido pelo Londrina no Brasileirão de 1977 frente ao Vasco - quando os cariocas só falavam em goleada e o Tubarão venceu por 2 a 0 no caldeirão de São Januário, mas beirou a paixonita aguda por esse belo futebol dos "meninos" da Vila. Então, palmas para o Santo André que jogou com destemor e fez desta final do Paulistão uma das melhores decisões dos últimos anos.
NEYMAR OU NEYMALA?
Não há dúvida do talento do meia-atacante Neymar do Santos. O garoto desprezado pelo "professor" Luxemburgo em 2009, ganhou um destaque incomparável com o técnico Dorival Júnior. Há um clamor pela convocação do jogador para a seleção brasileira. E isso não é de agora. Suas atuações têm sido o grande diferencial neste início de temporada do futebol brasileiro, a ponto de ofuscar Robinho, que chegou ao Santos numa festa apoteótica. Além do belo futebol, um ponto negativo tem se destacado nas atuações de Neymar. E não se trata das dancinhas nas comerações de gols. É manha e a dramatização na hora de cavar faltas. Nas finais do Paulistão contra o Santo André, foi irritante ver o dramalhão do jogador santista simulando agressões. Num lance, foi nítida a mão na cara de Neymar num defensor adversário. Isso pega mal para o craque que está nascendo. Neymar deve sim continuar jogando futebol arte e moleque - no bom sentido, claro -, fazendo suas comemorações divertidas, mas dosar na encenação para cavar faltas. Para quem sonha em jogar na Europa, o garoto poderá ficar marcado e perseguido por juízes e adversários. E isso não é bom para ele, nem para o clube e, futuramente, ruim para a seleção brasileira. Então, é hora de alguém experiente como o bom técnico Dorival Júnior dar-lhe um puxãozinho de orelhas antes que o garoto fique definitavamente marcado como Neymala, como parte das torcidas adversárias já o apelidaram.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
ANIVERÁRIO EM BRANCO
Segunda-feira, 5 de abril de 2010. Um dia como outro qualquer, uma segundona após feriado prolongado da Páscoa. E uma data como qualquer outra para a maioria das pessoas. Não para quem comemora aniversário. É um dia marcado por cumprimentos de famaliares e amigos, de receber presente, enfim, um dia a celebrar. E 5 de abril poderia ser um dia festivo também na vida do Londrina Esporte Clube, porém, infelizmente não é. Fundado em 1956, o LEC hoje não é sombra do que já foi num recente passado. Lá se vão 18 anos da última conquista: o título do Campeonato Paranaense na final caipira contra o hoje extinto União Bandeirante.
São 54 anos vida de altos e baixos, para alguns muito mais na parte de baixo. São três títulos estaduais - 1962, 1981 e 1992 - e um nacional - Taça de Prata (equivalente à Série B) do Nacional de 1980. Ah, tem ainda aquele inédito quarto lugar do Brasileirão de 1977 (cujas finais acontecerão em 1978) - uma referência dos torcedores mais velhos e citação obrigatório em matérias jornalísticas que lembram o passado e a história do saudoso Tubarão.
Mas hoje desestruturado - não tem diretoria, as eleições estão suspensas, está sob intervenção da Justiça Trabalhista - curte o anonimato sob gestão de um grupo semiprofissional, o Universe, que está se aventurando no futebol. Grupo que não respeitou o "manto sagrado" alviceleste na Copa do Brasil e, por isso, deveria ter sido advertido pelo interventor judicial do clube. E, incrível, o grupo nem se lembrou da importante data na vida do LEC. Poderia ter feito uma ação de marketing e levado os jogadores ao Calçadão e, quem sabe, até conseguido junto a alguma confeitaria levar um bolo para comemorar junto ao torcedor. Mas nada, nada foi feito. Aliás, a gestão tem sido de um amadorismo total. O time chegou no dia 28/3 a Londrina e sequer pensou-se em levar os jogadores até o Calçadão para um contato com o torcedor. Nesse momento de baixa, era e é preciso fazer-se presente e mostrar que o LEC ainda vive,ou melhor, sobrevive após a desastrosa gestão do Peter Silva.
Apesar do esquecimento da data pelos gestores, desejo ao LEC muitos anos de vida e um guinada nesta trajetória de baixa. Quem sabe o presente ao torcedor não venha com o título da Segundona e o acesso à primeira divisão do Paranaense. Parabéns Tubarão!
São 54 anos vida de altos e baixos, para alguns muito mais na parte de baixo. São três títulos estaduais - 1962, 1981 e 1992 - e um nacional - Taça de Prata (equivalente à Série B) do Nacional de 1980. Ah, tem ainda aquele inédito quarto lugar do Brasileirão de 1977 (cujas finais acontecerão em 1978) - uma referência dos torcedores mais velhos e citação obrigatório em matérias jornalísticas que lembram o passado e a história do saudoso Tubarão.
Mas hoje desestruturado - não tem diretoria, as eleições estão suspensas, está sob intervenção da Justiça Trabalhista - curte o anonimato sob gestão de um grupo semiprofissional, o Universe, que está se aventurando no futebol. Grupo que não respeitou o "manto sagrado" alviceleste na Copa do Brasil e, por isso, deveria ter sido advertido pelo interventor judicial do clube. E, incrível, o grupo nem se lembrou da importante data na vida do LEC. Poderia ter feito uma ação de marketing e levado os jogadores ao Calçadão e, quem sabe, até conseguido junto a alguma confeitaria levar um bolo para comemorar junto ao torcedor. Mas nada, nada foi feito. Aliás, a gestão tem sido de um amadorismo total. O time chegou no dia 28/3 a Londrina e sequer pensou-se em levar os jogadores até o Calçadão para um contato com o torcedor. Nesse momento de baixa, era e é preciso fazer-se presente e mostrar que o LEC ainda vive,ou melhor, sobrevive após a desastrosa gestão do Peter Silva.
Apesar do esquecimento da data pelos gestores, desejo ao LEC muitos anos de vida e um guinada nesta trajetória de baixa. Quem sabe o presente ao torcedor não venha com o título da Segundona e o acesso à primeira divisão do Paranaense. Parabéns Tubarão!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
LEC AINDA DEVAGAR
Finalmente o Universe, grupo gestor do Londrina, trouxe a equipe para a cidade esta semana. Desde a última segunda-feira, 29/3, os jogadores e o técnico Célio Silva se alojaram na cidade. Os jogadores treinam num local próprio, a antiga sede do Nichika, na viação velha, oportunamente chamada de "Toca do Tubarão". Espera-se que depois daquele amadorismo inicial verificado na Copa do Brasil, os gestores façam uma administração mais profissional. E isto passa desde a contratação de reforços, ao relacionamento com a torcida e a imprensa e até a confecção do uniforme do clube.
Com relação aos reforços, nota-se que foram anunciados uma série de jogadores com pouco ou nenhuma experiência. Pior, alguns parados há três meses, ou seja, em pleno abril, eles ainda não jogaram em 2010. É bom alertar os gestores que, apesar de o time disputar a Segundona do Paraná, os adversários não serão nada fáceis de se bater. É preciso mudar o foco e trazer jogadores aguerridos e com razoável técnica e experiência para que o LEC venha a ter sucesso de subir ainda este ano.
No tocante ao contato com imprensa, parece que não tem havido problemas por ora. Já quanto à torcida, falta aos gestores montarem um esquema de mostrar que o time existe e está vivo. Que tal levar os jogadores num sábado de manhã para o Calçadão e apresentá-los ao torcedor?
Já no quesito uniforme é bom o grupo queimar ou doar aquele usada na Copa do Brasil. Aquilo não honra as tradições do Tubarão. Já que escolheram uma empresa paulista para confeccionar os uniformes que cobrem dela respeito às cores e ao escudo do LEC. Os eternos conselheiros e ex-presidentes deveriam fiscalizar isto e cobrar tanto dos gestores quanto dos interventores da Justiça do Trabalho o uso correto das cores alvicelestes. No mais, o jeito é esperar que o técnico Célio Silva imponha seu estilo quando jogador: entrega total em defesa do Tubarão.
Com relação aos reforços, nota-se que foram anunciados uma série de jogadores com pouco ou nenhuma experiência. Pior, alguns parados há três meses, ou seja, em pleno abril, eles ainda não jogaram em 2010. É bom alertar os gestores que, apesar de o time disputar a Segundona do Paraná, os adversários não serão nada fáceis de se bater. É preciso mudar o foco e trazer jogadores aguerridos e com razoável técnica e experiência para que o LEC venha a ter sucesso de subir ainda este ano.
No tocante ao contato com imprensa, parece que não tem havido problemas por ora. Já quanto à torcida, falta aos gestores montarem um esquema de mostrar que o time existe e está vivo. Que tal levar os jogadores num sábado de manhã para o Calçadão e apresentá-los ao torcedor?
Já no quesito uniforme é bom o grupo queimar ou doar aquele usada na Copa do Brasil. Aquilo não honra as tradições do Tubarão. Já que escolheram uma empresa paulista para confeccionar os uniformes que cobrem dela respeito às cores e ao escudo do LEC. Os eternos conselheiros e ex-presidentes deveriam fiscalizar isto e cobrar tanto dos gestores quanto dos interventores da Justiça do Trabalho o uso correto das cores alvicelestes. No mais, o jeito é esperar que o técnico Célio Silva imponha seu estilo quando jogador: entrega total em defesa do Tubarão.
FOI-SE O MESTRE DAS PALAVRAS
E o esporte brasileiro perdeu o mestre das palavras nesta semana. Armando Nogueira, o jornalista que profissionalizou o jornalismo na TV brasileira, morreu de câncer no dia 29 de março (uma segunda-feira). Ele deixa uma grande lacuna no colunismo esportivo do País. Com rara sapiência, o mestre soube aliar a poesia com o esporte. Mesmo ligado ao futebol, onde exaltou Pelé, Garrincha e outros tantos craques , Armando não se furtou em reconhecer e embelezar o talento de outras feras do esporte nacional - claro ele também era obcecado por olimpíada - como a Rainha Hortência, a Magic Paula - ambas do basquete -, além de Leila, Virna e Fernanda Venturini, do vôlei. E, claro, o Mão Santa Oscar, um fominha talentoso que projetou nosso basquete masculino na incrível façanha dos Jogos Pan-Americanos de Indianópolis em 1987 com aquela vitória sensacional sobre os Estados Unidos.
Tudo o que se disser sobre mestre Armando será pouco. Não foi à toa que jornalistas e colunistas esportivos de norte a sul do Brasil fizeram questão de destacar o legado deixado pelo mestre. Foi graças a Armando que os jornais deram e dão espaço às colunas esportivas que atraem cada vez mais leitores interessados em conhecer - e discordar - os pontos de vistas dos cronistas do esporte em geral. Quem sabe na constelação de estrelas lá do céu, mestre Armando não esteja fazendo poesia com o golpe que a vida lhe pregou.
Tudo o que se disser sobre mestre Armando será pouco. Não foi à toa que jornalistas e colunistas esportivos de norte a sul do Brasil fizeram questão de destacar o legado deixado pelo mestre. Foi graças a Armando que os jornais deram e dão espaço às colunas esportivas que atraem cada vez mais leitores interessados em conhecer - e discordar - os pontos de vistas dos cronistas do esporte em geral. Quem sabe na constelação de estrelas lá do céu, mestre Armando não esteja fazendo poesia com o golpe que a vida lhe pregou.
segunda-feira, 15 de março de 2010
GESTÃO AMADORA
Pior que a eliminação do Londrina da Copa do Brasil frente ao Uberaba (MG) é a gestão amadora do grupo Universe à frente do Tubarão. A Justiça Trabalhista precisa agir para que essa administração postiça não cause ainda mais estragos no LEC. Além do futebol pobre e sem nenhuma qualidade naquele 2 a 0 para o time mineiro em Paranavaí, o grupo Universe sequer respeitou a já arranhada tradição do Tubarão usando um uniforme que nem clube amador usa mais. Aquilo parecia uniforme cedido por políticos em campanhas eleitorais. O Universe desrespeitou o LEC e sua torcida e, por consequência, a cidade de Londrina. Só isso era motivo de protesto formal de conselheiros e ex-dirigentes do clube. Mas não se ouviu ou viu nada. Tal a apatia que a cidade tem desmonstrado com relação ao seu mais tradicional clube de futebol. E isso é cada vez mais evidente, desde a gestão desastrosa do Peter Silva que culminou com a queda à Segundona do Paraná em 2009 e com a desclassifição na Série D do Brasileiro. Parece que ninguém liga para o que acontece com o LEC. Era preciso mais energia e cobrança em cima do Universe. Tá certo que o time não deu vexame de ser goleado, mas o novo grupo gestor tem que ser cobrado a dar satistações e a honrar o escudo e o uniforme do LEC. Do contrário, poderá dar vexame na Segundona que começa em maio.
segunda-feira, 1 de março de 2010
RESULTADO ESPERADO
A derrota do Londrina por 1 a 0 para o Uberaba, na quarta-feira (24/2), no Triângulo Mineiro, não chegou a ser surpresa para ninguém. Ao contrário, há inclusive quem prevesse uma goleada a favor do time mineiro. Daí o resultado ter sido considerado quase como uma vitória nessa volta cheia de expectativa do Alviceleste aos gramados, pós-gestão "titânica" de quatro anos do senhor Peter Robson da Silva que culminou com intervenção da Justiça, clube sem uma diretoria, time sem jogadores e, pior, rebaixado no Paraná e sem vaga em nenhuma divisão nacional. Essa vaguinha da Copa do Brasil, aliás, é fruto da conquista da Copa Paraná 2008 sob gestão do empresário Adir Leme. No jogo de volta, dia 10 de março - onde será disputada a partida, hein? - também não há muito o que esperar. Digo isto porque quem foi a Uberaba viu um time muito fraco e apenas se defendendo e, como não deve ter reforços, e praticamente sem ataque. Resta torcer para que também não faça feio. E, a partir daí, acredito que a torcida, imprensa e o interventor da Justiça Trabalhista devem ficar mais atentos e cobrar um posição mais profissional do grupo Universe. Não sei até que ponto a saída do Vagner Nunes vai afetar a sequência de trabalho do grupo. Mas já passou da hora do grupo instalar-se na cidade e provar que está a fim mesmo de devolver a alegria à torcida do LEC. Agora, é urgente que alguém cobre o grupo em relação às cores do Tubarão: aquele azul escuro usado em Uberada foi bisonho, ficou pior ainda com os calções no mesmo tom. É haja paciência para recuperar a autoestima e as tradições do velho Tubarão.
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