quarta-feira, 11 de agosto de 2010
AGRADÁVEL ESTREIA
Foi uma grata surpresa a estreia de Mano Menezes na seleção brasileira. Comandada pelo trio santista Ganso, Neymar e Robinho, a equipe venceu os Estados Unidos com amplos méritos na terça-feira à noite. O 10 de agosto vai ficar na memória de Mano Menezes, com certeza. Poucos técnicos têm a chance de uma estreia tão promissora. Reunindo um grupo heterogêneo daquele que disputou a Copa do Mundo na África do Sul e com apenas dois dias de treino, Mano soube aproveitar o entrosamente dos meninos da Vila para fazer a seleção se impor em campo. O time apresentou boas figuras sobretudo os três santisas, com destaque para Neymar. A zaga também com Tiago Silva e David Luis se saiu bem. O único senão foi o atabalhoado lateral-direito Daniel. O experiente jogador do Barcelona cometeu bobagens em excesso e o seu jeito nervosinho poderia ter comprometido a seleção, principalmente com os passes errados. Faria bem à seleção que Mano desse uma "geladeira" em Daniel a exemplo do que fará com outros jogadores da era Dunga. No mais, Lucas e Hernanes mostraram que podem ser úteis e que mereciam estar na Copa da África. Enfim, bom futebol pra frente, muita gente no ataque e várias chances de gol animaram o torcedor a vislumbrar um futuro promissor para esse novo grupo.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
F-1 NÃO É ESPORTE
A polêmica sobre Felipe Massa e a Ferrari, que obrigou o brasileiro a entregar a vitória de bandeja do GP da Alemanha para o espanhol Fernando Alonso, não merecia tanta repercursão assim. O problema é que os aficcionados ainda acham que a fórmula 1 é esporte. Ledo engano. A F-1, assim como outras corridas que incluem carros, motos e barcos - todos com motores -, se fosse esporte estaria incluída na olimpíada. Nesses "esportes" em que o homem precisa da ajuda da tecnologia, o capital sempre vai falar mais alto. Daí, se Alonso tem mais chances de ser campeão da categoria, por que a Ferrari não iria interferir para que Massa deixasse o espanhol ultrapassá-lo? A polêmica é puro sensacionalismo da imprensa tupiniquim. Fosse ao contrário, duvido que estaríamos perdendo tempo e preenchendo espaço em jornais, TVs e rádios com esse assunto. Em tempo: na fase brilhante de Ayrton Senna, algum brazuca saiu criticando a postura do Berg em deixar Senna vencer ou mesmo do brasileiro deixar o companheiro da Mclaren ganhar algumas provas quando o título já era verde e amarelo? Essa guerra tola é a mesma que certos narradores esportivos ainda alimentam no futebol quando Brasil e Argentina se enfrentam.
BOM VENTOS
Depois do enorme estrago feito pelo Grupo Universe no Londrina, é animadora a forma como o grupo de 25 conselheiros vão costurando um novo estatuto e resgatando a história do clube. O ''mutirão" para montar o time sub-18 para a Copa Tribuna mostrou a força que o LEC. Mais de 100 garotos foram à peneirada que selecionou 25 deles para a competição. Após o efeito terra arrrasada deixado pela administração Peter Silva e o Grupo Universe, poucos esperavam ver uma reação tão eficaz. Claro que nada ainda foi feito. Há muito chão pela frente para recuperar e pôr o Tubarão de pé como nos bons tempos. Esses garotos podem ser semente e a base do futuro time profissional. Gente da terra, pé-vermelho e com vontade de vencer na profissão. Foi muito bom ver também o empresário Jurandir Barrozo, ex-diretor do clube na década de 1990 nas gestões do Dorival Pagani e do Iran Campos, arregaçar as mangas para salvar o LEC. Barrozo mostra que, de fato, ama as cores alviceletes e quer ver o clube recuperar a velha forma. O próprio advogado Carlos Scalassara, que encabeça o grupo de conselheiros que desenha o novo formato administrativo do LEC, merece aplausos. Quem sabe, a Justiça Trabalhista não acione o Universe pela quebra de contrato e o dinheiro da multa contratual seja revertido para saldar débitos com ex-atletas, funcionários e fornecedores. Arriba, Tubarão!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
DECISÃO ESPERADA
O anunciado rompimento de contrato da Justiça do Trabalho com o Grupo Universe, gestor do Londrina, veio meio tarde como já havia comentado anteriormente. Mas é anseio da sofrida torcida do LEC que, há quatro anos, vive um tormento sem-fim. Espera-se que realmente o acordo seja rompido e que o grupo de conselheiros do LEC que reorganiza o estatuto do clube possa assumir as categorias de base, ponto de partida para a recuperação de parte do patrimônio do Londrina. E, claro, o Universe prepara reação para continuar à frente do LEC, apesar da provada incompetência para administrar o futebol do clube. Fala-se que advogados do grupo querem acionar a Justiça para receber o R$ 1 milhão devido ao rompimento contratual. E pasmem, a empresa ligada ao Universe chama-se Big Papel! É uma leitura rápida de quem estava por trás do tal grupo poderia ter evitado todo este dissabor, pois a tradução literal de Big Papel não é papelão? Foi isto mesmo que o Universe fez à frente do LEC, um tremendo papelão capaz de superar a fraca gestão do ex-presidente Peter Silva. Vamos aguardar o desenrolar dos fatos e esperar que, finalmente, londrinenses assumam o LEC com o amor, dedicação e respeito que ele merece.
VITÓRIA DA TÉCNICA
O título da Copa do Mundo de 2010 ficou em boas mãos. Apesar da vitória magra (1 a 0), gol do Iniesta no finalzinho da prorrogação, no domingo, 11/7, premiou o futebol técnico da Espanha. A Holanda, talvez, nem merecesse o vice-campeonato. Tivesse a Alemanha na outra chave, a final teria sido outra. Foi uma Copa fraca e com poucos destaques individuais. A Espanha merecidamente levou o caneco após eliminar os alemães na semifinal. A Alemanha surpreendeu com uma seleção de boa técnica e toques rápidos com destaque para as revelações Ozil e Muller - com certeza serão destaques em 2014 no Brasil.
Por falar em Brasil, a seleção de Dunga teve praticamente o mesmo desempenho ruim daquele time da Copa de 1990, que curiosamente ficou marcada como a era Dunga devido ao fracasso e à eliminação diante da Argentina de Maradona e Caniggia. Fazendo um resumo da atuação da nossa seleção, nada se aproveita de positivo, nem mesmo a suposta recuperação do prazer de jogar pelo Brasil. Que diferença afinal houve entre o grupo de 2006 com Ronaldo, Adriano e Ronaldinho Gaúcho em relação a este apagado elenco de 2010? Só mesmo Dunga poderá encontrar alguma diferença.
A Copa da África do Sul ficará marcada pelas vuvuzelas, pelo pé-frio de Mike Jagger e pela quebra da "virgindade" da Espanha que, após seguidas vezes ser apontada como favorita, finalmente mostrou sua fúria e levou a taça Fifa para casa. Agora, é esperar mais quatro anos pela Copa no Brasil que, como já se vislumbra, será marcada por escândalos no uso indevido de dinheiro público.
Por falar em Brasil, a seleção de Dunga teve praticamente o mesmo desempenho ruim daquele time da Copa de 1990, que curiosamente ficou marcada como a era Dunga devido ao fracasso e à eliminação diante da Argentina de Maradona e Caniggia. Fazendo um resumo da atuação da nossa seleção, nada se aproveita de positivo, nem mesmo a suposta recuperação do prazer de jogar pelo Brasil. Que diferença afinal houve entre o grupo de 2006 com Ronaldo, Adriano e Ronaldinho Gaúcho em relação a este apagado elenco de 2010? Só mesmo Dunga poderá encontrar alguma diferença.
A Copa da África do Sul ficará marcada pelas vuvuzelas, pelo pé-frio de Mike Jagger e pela quebra da "virgindade" da Espanha que, após seguidas vezes ser apontada como favorita, finalmente mostrou sua fúria e levou a taça Fifa para casa. Agora, é esperar mais quatro anos pela Copa no Brasil que, como já se vislumbra, será marcada por escândalos no uso indevido de dinheiro público.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
REAÇÃO TARDIA
A eliminação do Londrina da fase final da Divisão de Acesso do Paraná não me pegou de surpresa. Pelo desempenho do fraco time montado pelo Grupo Universe, o temor era que o vexame fosse maior: a queda à terceirona. Infelizmente, o torcedor do LEC terá de ver (ou não) o time por mais um ano na segundona e um calendário de poucos jogos. O mais engraçado nessa história de fracasso anunciado é a posição do interventer da Justiça do Trabalho, Rubens Moretti. Se o Universe iria investir, como prometeu e assinou um contrato de garantia com a Justiça, investir R$ 400 mil já na Copa do Brasil em fevereira, por que só agora depois de o barco naufragar é que ele está se manifestando? O grupo sequer tem pago os salários dos jogadores em dia! Espera-se que a justiça realmente faça valer o contrato e encerre a curta passagem do Universe pela vida do Londrina, cuja torcida não suporta mais tanto disabor. É hora também de os conselheiros reagirem cobrar a marcação de eleições do clube para que novos dirigentes possam dar uma nova direção na vida do clube. Claro que ainda com o olhar da justiça por perto.
REFÉM DE SI MESMO
A derrocada da seleção brasileira na Copa do Mundo diante da Holanda mostrou que o técnico Dunga acabou refém da sua própria convocação. Ao garantir o mesmo grupo de jogadores com quem vinha trabalhando - alguns como Grafite e Kleberson quase em cima do Mundial, pois foram chamados ou lembrados poucas vezes -, o treinador pretendeu firmar um pacto - medíocre, como viu na prática - com aqueles que lhe ajudaram a permancer no cargo. Basta lembrar que o fisco com o time olímpico e algumas pífias atuações da seleção nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa da África, ameaçavam a permanência de Dunga e do fiel escudeiro (inclusive na arrogância no tratamento com a imprensa) Jorginho na comissão técnica. Pois bem, bastou uma boa dose de sorte na Copa América e na Copa das Confederações, aliada à campanha nas Elimintórias para que o ditador da CBF, Ricardo Teixeira, os mantivesse nos cargos. Ao preterir nomes como Hermanes, Adriano (sim, o Imperador que tem mais presença em campo que o Luis Fabiano e desperta medo nos adversários), o brilho de Ronaldinho Gaúcho e as promessas Ganso e Neymar, Dunga acabou refém dos seus convocados. No momento que mais precisava de alguém para mudar a partida contra a Holanda, o técnico não encontrou na reserva quem pudesse fazer isso.
O Brasil fez uma campanha oscilante, ora jogando abaixo da expectativa do torcedor e da imprensa, ora fazendo o suficiente - sem ser brilhante - para vencer. A má estréia contra a Coréia do Norte e o fraco desempenho diante de Portugal são exemplos do apagado time de Dunga. Já contra Costa do Marfim e Chile a equipe teve boas atuações. No decisivo confronto contra uma das favoritas do Mundial, o Brasil novamente mostrou oscilação: fez um bom primeiro tempo, abriu o marcador com Robinho e poderia ter feito no mínimo dois gols de vantagem; e depois inexplicavelmente a seleção ficou vendo a Holanda jogar e virar o placar para 2 a 1. Foi uma justa vitória holandesa ante à apatia de Dunga que, nervoso ao extremo, sequer teve peito para jogar o time para cima da Holanda, mesmo com dez em campo. Ao perder o desmiolado Felipe Melo por expulsão, preferiu trocar um atacante por outro (Luis Fabaino por Nilmar). Ainda bem que, ontem, a CBF já decretou o fim da era Dunga à frente da seleção. O Brasil precisa de alguém que resgate o meio-campo criativo e habilidoso e sepulte de vez a era dos volante de marcação para o bem futebol.
O Brasil fez uma campanha oscilante, ora jogando abaixo da expectativa do torcedor e da imprensa, ora fazendo o suficiente - sem ser brilhante - para vencer. A má estréia contra a Coréia do Norte e o fraco desempenho diante de Portugal são exemplos do apagado time de Dunga. Já contra Costa do Marfim e Chile a equipe teve boas atuações. No decisivo confronto contra uma das favoritas do Mundial, o Brasil novamente mostrou oscilação: fez um bom primeiro tempo, abriu o marcador com Robinho e poderia ter feito no mínimo dois gols de vantagem; e depois inexplicavelmente a seleção ficou vendo a Holanda jogar e virar o placar para 2 a 1. Foi uma justa vitória holandesa ante à apatia de Dunga que, nervoso ao extremo, sequer teve peito para jogar o time para cima da Holanda, mesmo com dez em campo. Ao perder o desmiolado Felipe Melo por expulsão, preferiu trocar um atacante por outro (Luis Fabaino por Nilmar). Ainda bem que, ontem, a CBF já decretou o fim da era Dunga à frente da seleção. O Brasil precisa de alguém que resgate o meio-campo criativo e habilidoso e sepulte de vez a era dos volante de marcação para o bem futebol.
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