domingo, 14 de novembro de 2010
FIO DE ESPERANÇA
Terminada a novela entre o Londrina e a SM Sports, claro a confirmação da parceria pelos próximos 10 anos, fica a expectativa quanto ao sucesso tanto para o clube quanto para os empresários. Claro que ninguém seria louco de apostar seu dinheiro sem obter retorno, leia-se lucro. E o Londrina mostrou, quando na ativa, ser uma boa fonte de lucro para quem ficou à sua frente. O mal foram administrações sem transparência com negócios escusos, deixando um sem-número de credores para o clube e uma enorme dívida que nem mesmo a venda da sede campestre será capaz de quitá-la. Parar o torcedor órfão de futebol, o jeito é esperar mais seis meses para ver se o time do Irati na roupagem do Tubarão será capaz de dar alegria aos londrinenses e levar o time de volta à divisão de elite do Campeonato Paranaense, única magra meta para um clube que já namorou com a Série A do Brasileirão e hoje amarga o ostracismo.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
CAMPANHA ARRASTADA
Campeão em 2009, o torcedor do Flamengo não espera ver o clube fazer uma campanha tão arrastada no Brasileirão 2010. Já em seu terceiro técnico - antes de Luxemburgo, já passaram pela Gávea Rogério Lourenço e o Silas -, o Rubro-negro carioca não consegue uma boa sequência de jogos. Nem mesmo duas vitórias seguidas. Mesmo estando invicto com a gestão de Vanderlei Luxemburgo, o Fla ganha um jogo aqui, empata outro ali e nada de conquistar duas vitórias seguidas. Está com perigosos 39 pontos, apenas 5 acima da zona de rebaixamento. Terá mais seis jogos para somar pelo menos 8 pontos e sair de vez do temor do rebaixamento. É so Luxa não inventar como fez como diante do Corinthians, quando a suposta ousadia de escalar três atacantes - Deivid, Diego Maurício e Diogo - quase rendeu outra derrota ao Mengo. Ao corrigir a escalação no segundo tempo, o treinador deve ter visto a tremenda ca..., bem nem é preciso completar a palavra, que fez e o Flamengo não só equilibrou a partida, como poderia ter saído vencedor. Então, é só Luxa não inventar e escalar um meio campo equilibrado para o time somar os pontos necessários para, talvez, sonhar com uma vaga na Copa Sul-Americana. No mais, o torcedor rubro-negro quer mais é esquecer o ano de 2010.
PRETO NO BRANCO
Depois de idas e vindas e de uma interminável novela, finalmente foi fechada a parceria entre o Londrina e a SM Sports. Na situação caótica do clube, não restava outra opção que a terceirização do futebol. Claro que o contrato tem que ser bem cercado e analisado para evitar prejuízos ao LEC, mas causou estranhesa a demora e algumas imposições finais feitas por um dos membros do Conselho de Representantes do clube à SM. Quando do acerto com o Grupo Universe, no início do ano nenhum conselheiro sequer contestou ou acompanhou de perto a tragédia administrativa do então parceiro do LEC. Sim, cachorro picado por cobra tem medo até de linguiça já diz o velho ditado, mas não é um exagero exigir uma garantia real da SM quando o clube não tem para contrapor? Se nem sede campestre o LEC tem mais e só pode oferecer o nome, a cidade e os seus poucos fiéis torcedores, não se pode exigir muito mais além do que a SM se dispôs a oferecer no acordo contratual. Toda a renda deste futuro contratado, que ainda não foi assinado, deve ser usada para reestruturar o Londrina dotando-o de uma sede própria com campos de treinamentos e, dentro destes 10 anos de parceria, a formação de suas categorias de base. Só assim o clube poderá, ao final do contrato, caminhar com suas próprias pernas. Isso se a sede campestre for vendida e todas as dívidas trabalhistas forem quitadas. No mais, espera-se a eleição dos novos dirigentes do clube e a formação do conselho para acompanhar - e apoiar - de perto a administração da SM à frente do Londrina. Ah, antes de tudo isto, que finalmente no dia 4 de novembro finalmente esteja tudo "preto no branco", ou seja, a parceria firmada no papel com a tutela da Justiça do Trabalho.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
ELEIÇÃO PRESIDENCIAL: SINUCA DE BICO
Depois de os institutos de pesquisas quebrarem a cara no primeiro turno das eleições 2010, restou ao eleitor brasileiro provar que quem decide mesmo a eleição é ele e na hora do voto. E ao analisar detalhadamente o quadro eleitoral, ou seja, os candidatos que se apresentaram, o eleitor vai percebendo que cada vez mais está difícil de escolher o seu representante. Estamos entre a cruz e a espada na eleição presidencial: se Dilma Rousseff não consegue convencer com seus frágeis discursos, tão pouco a suposta firmeza de José Serra dá garantias de que irá cumprir tantas promessas de espalhar metrôs país afora. E, logo no primeiro debate, já tivemos uma boa dose do que será estas duas semanas pré-segundo turno. Dilma e Serra foram para a guerra literalmente no último domingo. Porém, a petista fez pior no dia seguinte ao editar no seu horário eleitoral apenas os seus ataques sem as respostas do tucano. Ora, está certo que o brasileiro gosta de um debate mais acalorado, mas em pleno século 21 era para os candidatos apresentarem seus programas de governo - e não promessas de tantos milhões de casas ou de aeroportos sem mostrar de onde virão os recursos - e de como será possível aplicá-los na prática. O brasileiro em geral baté o pé no triplé saúde, educação e segurança e os candidatos até repetem o velho discurso de investimento nestes setores, mas peraí se Lula ficou 8 anos no poder e a educação básica ainda não se tornou integral como crer que a sucessora irá cumprir? O mesmo se aplica a Serra, se FHC ficou 8 longos anos no governo e pouco se viu no ensino básico como acreditar que agora haverá investimento? E o que dizer dos hospitais públicos em geral por todo o Brasil? E as nossas frágeis fronteiras paraíso fácil para o tráfico de drogas e armas que vão parar nas mãos de um exército cada vez mais crescente de traficantes dos morros cariocas, favelas paulistas e até de outras capitais? É triste é ver que a cada pleito os candidatos armam seus discursos para conseguir serem eleitos, e mais nada. Falta, infelizmente, plano de governo sólido para acabar com todas essas mazelas e atingir de fato as camadas mais pobres do país.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
SAI URUCA!
E, finalmente, o Flamengo deu um leve suspiro no Brasileirão 2010. O 2 a 0 sobre o Atlético Goianense, rival direto na luta contra o rebaixamento, deu ao atual campeão nacional uma folga de cinco pontos dos clubes que estão na zona da degola. Está certo que o time goiano não é nenhum esquadrão, mas para quem não vinha ganhando de ninguém a vitória dá um alívio ao time e torcida. E o time reagiu logo na estreia do falastrão Vanderlei Luxemburgo. Claro que mais experiência e qualidade que os antecessores Rogério Lourenço e Silas, o Luxa tem. O problema é o extracampo e a série de polêmicas levantada ao longo dos últimos anos pelo treinador que já foi apontado como melhor do país. Tão em baixa como o Rubro-negro carioca, Luxa pode entrar numa sinuca de bico se for rebaixado junto com o time. É só lembrar dos seus últimos pífios trabalho - o recente no Atlético Mineiro é exemplar da sucessão de erros do técnico que avança nas funções da direção dos clubes - para perceber o gráfico de baixa de Luxemburgo. Menos mal que iniciou com uma vitória e, mais ainda, os autores dos gols vieram do banco de reservas: Diego Maurício e, pasmem, o criticado Val Baiano, que fez o primeiro gol num momento importante da partida. Para que o Fla entre na linha é preciso que o Luxa se atente para a má fase técnica e física de alguns jogadores, como Ronaldo Angelim, Jean, Renato Abreu e o próprio atacante David, que só devem entrar na equipe em casos de extrema urgência e se não houver outro jogador disponível, inclusive nas categorias de base. O garoto Diego Maurício é um ótimo exemplo. Vai sempre para a reserva e, quando entra, é dá um trabalho danado para as defesas adversárias, além de ajudar na marcação. No mais, os rubro-negros devem se benzer e dizer bem alto: sai uruca!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
À BEIRA DO ABISMO
E o Flamengo parece não tomar jeito, mesmo! Com essa campanha rídicula está bem perto de brigar até a última rodada do Brasileirão para não cair para a Série B. A troca de técnico parece não ter resolvido o problema. Claro que o time carece de reforços, mas boa parte do elenco é a mesa que esteve em 2009 quando o Mengo foi campeão brasileiro. Se com Rogério Lourenço, o Fla não fazia gols mas também não tomava tantos gols assim. Com Silas, a defesa virou uma peneira. Já estão falando em mudança de comando. Se for para mudar a hora é agora. Só não concordo com a contratação de Vanderlei Luxemburgo que acaba de sair do Atlético Mineiro, após deixar o Galo em situação calamitosa à beira de mais um vergonhoso descenso. Só espero que o Galinho Zico consiga sair dessa situação, pois há críticos querendo imputar-lhe o fiasco do Flamengo nesta temporada. Ao invés de jogar toda a responsabilidade nele, os tais críticos deveriam levantar a poeira das más gestões que se escondem por baixo do tapete rubro-negro da sede da Gávea.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
MUITA FUMAÇA, POUCA NOVIDADE
Como todo londrinense, fiquei curioso para ler a reportagem da revista Veja sobre "A Força das Cidades Médias", na qual Londrina aparece com certo destaque abrindo a série. Comprei a revista e fui conferir o que tanto despertou a atenção dos pés-vermelhos. E confesso que me decepcionei com o conteúdo da reportagem. Não que esperasse ler as nossas velhas mazelas políticas estampadas na revista. Mas pelo menos que houvesse menos oba-boa e mais realidade num veículo que tem profunda repercussão nacional. Em resumo, a "grande novidade" de Veja é que Londrina entrou no rol das metrópoles brasileiras com mais de meio milhão de habitantes. Oras, desde 2009, os londrinenses sabem disto! Por aqui todos também estão carecas de saber da vertilização da cidade, em especial agora na zona sul com os belos edifícios que estão erguidos na Gleba Palhano, além dos condomínios horizontais além do shopping Catuaí. A falha grotesta da reportagem aparece quando diz que a cidade foi planejada - o detalhe é que só no início de sua colonização - e segue o seu "novo" Plano Diretor. Quem mora aqui sabe da falta de planejamento e de saneamento básico até em alguns bairros nobres, que só este ano começaram a ganhar rede de esgoto. O fato de ultrapassar a marca dos 500 mil habitantes não faz Londrina diferente de nenhuma outra metrópole. A periferia da cidade, em pese a grande obra de casas populares e apartamentos na zona norte, está cheia de gente miserável vivendo literalmente da coleta de lixo. A reportagem valeu por mostrar uma bela imagem da cidade, o Lago Igapó 2 com os belos prédios da Palhano, mas falhou ao não citar ao menos a intensa mendicância e o, principal, a violência extrema com assaltos e mortes violentas em Londrina. Afinal, não só de pontos positivos se faz uma reportagem. Os negativos também precisam ser citados.
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