quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
FUTEBOL PÁLIDO
A vitória do Londrina sobre o Operário, quarta-feira em Ponta Grossa, veio em boa hora. Entretanto, primeiro triunfo fora de casa no Paranaense 2012 não pode esconder os muitos defeitos do Tubarão. As mudancas feitas pelo técnico Claudio Tencatti ajudaram a mexer com os brios dos jogadores. Num time que nada vem jogando não pode haver jogadores intocáveis. A punicão ao meia Rodrigo deve servir de licão a outros atletas. A boa surpresa foi a estreia do meia Tiago Santos, ex-Macaé e Cianorte. Mesmo ainda desentrosado, ele mostrou que pode ser útil. O Londrina teve sorte de pegar um time que abusou dos ''chuveirinhos" e mostrou pouca variacão nas jogadas. Se tivesse um pouco mais de consciência e futebol, o LEC teria goleado o fraco adversário. Domingo, o time encara o Roma e precisa se ligar para não ser surpreendido, como foi contra o Arapongas. A diretoria precisa trazer mais reforcos se quiser correr atrás da vaga na Série D. Apesar de o Cianorte ter disparado, ainda dá para disputar com o Arapongas que estacionou nos 13 pontos. São 4 pontos de diferenca para tirar até o fim da competicão. Se o time se unir e o técnico Claudio Tencatti acabar com as rusgas e o salto alto de alguns jogadores, o Tubarão poderá ainda recuperar o prestígio perdido junto à maioria da torcida que o acompanhou e apoiou ano passado na campanha vitoriosa da Segundona.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
NOVO CAMPEONATO, VELHO LONDRINA
E 2012 chegou tão rápido que nem consegui escrever sobre a expectativa para a estreia do Londrina no Campeonato Paranaense. O retorno à divisão de elite já aconteceu e, talvez, seja mais fácil analisar a derrota de 2 a 0 para o Atlético, domingo último, em Ponta Grossa. Criou-se uma certa expectativa para esse confronto contra o Atlético, até então de moral baixa devido ao rebaixamento à Série B do Brasileirão. O Tubarão repetiu o time-base de 2011 e vinha treinando há um bom tempo, ao contrário do Rubro-negro. Para "ajudar", diziam os críticos, o jogo era em campo neutro o Germano Kruger, em Ponta Grossa. Os "argumentos" para uma boa estreia estavam na mesa. Bastava ao LEC colocar em prática e jogar com ousadia. Mas o que se viu em campo foi um LEC tentando a qualquer preço manter a posse de bola, às vezes com toque excessivo para trás até o goleiro Danilo. O time bem que tentou atacar, mas faltou ímpeto e vontade de fazer gol. Além de não ter um goleador nato, o Tubarão tem um meio-campo com quatro volante que pouco ou nada se arriscam ao ataque. Chutar de longe, então, nada. Os laterais Ayrton e Wendel até que apoiaram, mas falharam nos cruzamentos para Warlley e Arthur. Na zaga, a falha bisonha de Fernando permitiu o primeiro gol atleticano. Enfim, viu-se um Londrina ainda muito aquém do que o torcedor alviceleste almeja e merece pelo apoio decisivo na conquista da Segundona em 2011. Na verdade, esperava-se mais da parceira SM Sports neste retorno à divisão de elite. Algum jogador de destaque cujos direitos federativos pertecem ao Juan Figger ou mesmo ao Sergio Malucelli, por exemplo. Claro, foi apenas a primeira partida na competição. Mas a julgar pelos outros times do Interior e do Corinthians, o LEC não terá vida fácil na tentativa de conquistar uma vaga na Série D. Como foi na Segundona, garantir uma boa campanha no turno é o primeiro caminho para conquistar a meta traçada de ficar entre os quatro primeiros colocados. Apesar da larga vantagem nos confrontos pró Atlético, ficou um gosto de decepção nessa estreia. Afinal, o torcedor assistiu ao velho filme quando o LEC enfrenta os times da Capital: o time até joga bem, mas no final entrega o ouro ao adversário em duas falhas. Espera-se que nesta quarta, diante do perigoso Paranavaí, o técnico Claudio Tencatti coloque em campo um time mais ousado e não mexa errado como foi a troca do lateral Wendel pelo Fabinho e a saída de Warlley diante do Atlético. É a hora de sacudir a poeira e dar a volta por cima.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
LANCE CERTEIRO
A contratação do técnico argentino Rubén Magnano para dirigir a seleção brasileira de basquete masculino mostrou-se acertada. A comprovação veio no último sábado com a vitória sobre Porto Rico, na Copa América, o que garantiu a presença brasileira na Olimpíada de Londres em 2012 depois de 16 anos de ausência da competição. Uma nova geração está surgindo e mostrando que o basquete do país, que já foi brilhante e vencedor, tem condições sim de voltar a dar alegrias à torcida. Para que tudo dê certo, é preciso que o trabalho de Magnano prossiga. Mais do que isso. É necessário que o coletivo se sobreponha aos valores individuais. Nossa seleção colheu enormes dissabores nesses anos de fracasso por privilegiar o aspecto individual, como em algumas competições nas quais o ala Oscar Schmidt exagerava tentando quebras recordes pessoais em detrimento do jogo coletivo. Nesse aspecto, o papel do treinador argentino será fundamental na futura convocação olímpica: ele manterá a base atual ou chamará medalhões da NBA, como Leandrinho e Nenê Hilário, que se recusaram a vestir a camisa do país numa competição "rala osso"? Para o bem do basquete, espera-se que o treinador dê a lição àqueles que deveriam demonstrar mais humildade e respeito ao país que os revelou.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
LADEIRA ABAIXO
E o Flamengo pegou uma ladeira abaixo no Brasileirão. Depois de ombrear-se com o Corinthians na ponta do campeonato até ameaçando ultrapassar o líder, virou um saco de pancada. Pior perde de qualquer time, mesmo os que estão lá embaixo na zona do rebaixamento à Série B. Em que pese desfalques de alguns jogadores alegados pelo técnico Luxemburgo e mesmo a fase ruim de outros, nada justifica uma queda tão alarmante. Luxa tem teimado com alguns jogadores, como o Gustavo e o Welinton na zaga e, pior, insiste em manter o jovem Negueba no banco. Mesmo contra o Corinthians, sequer colocou o atacante em campo. Negueba poderia ter sido ótima opção no lugar do David ou mesmo do Thiago Neves, este de futebol apagadíssimo. Depender apenas de lampejos de Ronaldinho Gaúcho não dá. É preciso ousar com jovens como Negueba e Luis Felipe, que sempre em entrado bem nos jogos. Outra coisa que não pegou bem foi o episódio da flatulência durante um treino. Luxa extrapolou e a notícia virou piada nacional justamente num momento em que o Fla acumula sequência de jogos sem vitórias. Ou Luxemburgo se recicla ou logo logo vai estar na lista de desempregados deste Brasileião.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
TÍTULO MERECIDO
O Londrina fechou a Divisão de Acesso com perfeição. O 1 a 0 sobre o Toledo, no domingo, comprovou que o Tubarão foi o melhor do campeonato. O LEC fechou a Segundona com 15 vitórias em 21 partidas, com mais cinco empates e uma única derrota - aquela de 3 a 2 para o Metropolitano, em Maringá. O técnico Claudio Tencatti teve uma equipe compacta onde o aspecto coletivo sobressaiu-se sobre o individual. Não que este Tubarão 2011 não tivesse brilhos individuais. Ao contrário. A começar pelo gol onde Danilo fez defesas belíssimas, inclusive nas duas finais contra o Toledo, em momentos em que o time era sufocado pelos adversários. O lateral Ayrton, com seus belos gols de falta, nos remete ao Toninho que aqui jogou na década de 80, sendo inclusive campeão da Taça de Prata, naquele time brilhante. O restante da zaga teve altos e baixos, mesmo o atrevido lateral-esquerdo Wendel que só precisa de mais experiência para aproveitar o talento técnico. No meio-campo, o discreto volante Silvio também merece destaque por seus desarmes. Silvinho, que não foi tão brilhante no aspecto técnico, soube aliar sua experiência e jogar coletivamente - inclusive marcando o meio-campo adversário -, extravasando toda sua emoção no domingo com um choro copioso. Choro de quem foi prata-da-casa, é da cidade e também sofreu com esse triste calvário de dois anos na Segundona. O meia Bruno se não criou tanto, deu sua contribuição na marcação, como na final quando anulou o meia Irineu do Toledo. Ricardinho, o mais técnico do meio, mostrou toda sua categoria com belos gols e assistência como no gol de Warlley que deu o merecido título ao LEC. O ataque, que mesclou a jovialidade de Arthur e a experiência de Warlley, foi um incômodo às defesas adversárias. Pena que Arthur não deva permanecer no Estadual da Elite em 2012. O LEC selou sua participação na Segundona como a torcida queria: duas vitórias sobre um valente Toledo e uma linda festa no aniversariante Estádio do Café que, no dia 22 de agosto, completou 35 anos. Foram 8 mil torcedores contentes e com os olhos marejados de ver o Tubarão novamente conquistando vitórias, um título (mesmo da Segundona, não importa) e o mais fundamental: resgatando o espírito de ser Alviceleste. Valeu Tubarão, valeu torcida!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
QUE A VOLTA SEJA DEFINITIVA
E o Londrina confirmou no último domingo o seu retorno à divisão de elite do futebol paranaense. A vitória (1 a 0) sobre o Nacional comprovou a eficiência do time dirigido pelo técnico Claudio Tencatti. Questionado em alguns jogos, Tencatti teve méritos suficientes para conduzir o Tubarão a uma campanha brilhante com 13 vitórias, cinco empates e uma derrota apenas. O time mostrou-se equilibrado. Um goleiro eficiente, como Danilo, dois bons laterais Airton e Wendel e dois zagueiros seguros na maioria das partidas, Elson e Rogério. O meio-campo alternou boas e más jornadas, mas o discreto volante Silvio comportou-se de maneira exemplar sendo o mais regular o setor. Bruno, Silvinho e Ricardinho, que completaram o setor, alternaram bons e maus momentos no campeonato. No ataque, o hábil Arthur - que logo estará em algum grande clube no Brasil ou no exterior - e o bravo Warlley infernizaram as defesas adversárias.
Fora de campo, a parceria com a SM Sport deu o suporte profissional necessário para que o clube fosse administrado de forma organizada. Houve algum bloqueio a imprensa - até proibição a um jornal da cidade de frequentar os poucos treinos abertos do CT -, mas nada que arranhasse a imagem da direção. Esse é um ponto a se corrigir no futuro, pois um clube de futebol não está imune a críticas, tão necessárias para a correção de rumos no próprio time e na condução do LEC.
Ainda externamente, louve-se o papel do torcedor. O LEC jogou como time grande que é com uma média superior a 4 mil pagantes por partida - um luxo para a má organizada Segundona do Paraná. A torcida parece ter acordado para a sua importância na manutenção de um time de futebol. A junção de administração profissional com objetivos claros - nada de discursos demagógicos e falsos como antes -, com um bom time é capaz de atrair o criticado torcedor londrinense (tachado em outras épocas de mero espectador). Sim, o LEC tem uma fiel torcida apaixonada pelo azul e branco e só é preciso canalizar essa paixão para que o futebol da cidade siga seguro na elite do Paranaense e galgue a passos firmes as divisões de acesso do Brasileirão. Impossível chegar à Série A? Talvez, mas sem uma meta ambiciosa não se chega a lugar nenhum. É, depois de quase 900 dias de calvário na Segundona, o feliz torcedor londrinense pode gritar com força e vontade que "Ô o Tubarão voltou...".
Fora de campo, a parceria com a SM Sport deu o suporte profissional necessário para que o clube fosse administrado de forma organizada. Houve algum bloqueio a imprensa - até proibição a um jornal da cidade de frequentar os poucos treinos abertos do CT -, mas nada que arranhasse a imagem da direção. Esse é um ponto a se corrigir no futuro, pois um clube de futebol não está imune a críticas, tão necessárias para a correção de rumos no próprio time e na condução do LEC.
Ainda externamente, louve-se o papel do torcedor. O LEC jogou como time grande que é com uma média superior a 4 mil pagantes por partida - um luxo para a má organizada Segundona do Paraná. A torcida parece ter acordado para a sua importância na manutenção de um time de futebol. A junção de administração profissional com objetivos claros - nada de discursos demagógicos e falsos como antes -, com um bom time é capaz de atrair o criticado torcedor londrinense (tachado em outras épocas de mero espectador). Sim, o LEC tem uma fiel torcida apaixonada pelo azul e branco e só é preciso canalizar essa paixão para que o futebol da cidade siga seguro na elite do Paranaense e galgue a passos firmes as divisões de acesso do Brasileirão. Impossível chegar à Série A? Talvez, mas sem uma meta ambiciosa não se chega a lugar nenhum. É, depois de quase 900 dias de calvário na Segundona, o feliz torcedor londrinense pode gritar com força e vontade que "Ô o Tubarão voltou...".
domingo, 31 de julho de 2011
QUE VACILO TUBARÃO!
A torcida do Londrina viveu ontem entre o céu e o inferno. A derrota parcial para o Foz do Iguaçu em grande parte do primeiro tempo da partida na tríplice fronteira e o volume de jogo superior do adversário já prenunciava o que seria a tarde do torcedor alviceleste. Mas o empate do zagueiro Elson ainda na etapa inicial acendeu a chama de que era possível conquistar a vaga na divisão de elite antecipadamente, mesmo porque o Toledo arrastava-se em Prudentópolis sem interesse em vencer o Serrano para também garantir sua vaga na primeira divisão. E veio o segundo tempo e o LEC virou o placar para 2 a 1 com o volante Silvio. Era o que faltava para animar ainda mais o sofrido torcedor do Tubarão. Aos 43, Weverson marca o terceiro e o time do Norte do Estado dá indício que vai encerrar a fatura. Afinal, restavam mais dois minutos de tempo normal e mais uns três ou quatro minutos normais de acréscimo. O locutor da rádio Paiquerê enlouquece e já manda soltar o hino do Tuba para carimbar a volta à elite. Tudo parecia seguir o roteiro de uma campanha vitoriosa. Parecia. Uma troca de passes despretenciosa do ataque do Foz diante da desatenta zaga do LEC resulta, aos 44 , no segundo gol do atacante Carreta, logo ele que já havia eliminado o time londrinense jogando pelo Cascavel. E o pior viria aos 48. O meia Gilson recebeu uma cobrança de lateral livre de marcação, avançou, tocou a bola entre as pernas de Ricardinho e chutou de fora da área: o goleiro Danilo, grande nome do jogo com defesas incríveis, chegou atrasado e a bola entrou. Final 3 a 3 e o sonho da volta do Tubarão à elite ficou adiada para o mata-mata das semifinais. Tudo bem, dirão os otimistas. O LEC entra com vantagem de 1 ponto e se vencer o Maringá, no Willie Davids, soma 4 pontos e já garante a sua vaga. Entretanto, quer vantagem maior do que estar vencendo o jogo por 3 a 1 até os 43 minutos com o adversário com dez homens e, mesmo assim, ceder terreno para uma improvável reação? Espero que o jogo de ontem - bem como aquele contra o Cascavel e o próprio Maringá no primeiro tempo - sirva de lição: nada estará ganho até o apito final. Em decisão - e ontem ERA UMA DECISÃO - espera-se que os jogadores entrem com espírito guerreiro, com raça e determinação, caso contrário o fiasco e a decepção vão machucar ainda mais uma torcida que está cansada de sofrimento.
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