segunda-feira, 5 de abril de 2010

ANIVERÁRIO EM BRANCO

      Segunda-feira, 5 de abril de 2010. Um dia como outro qualquer, uma segundona após feriado prolongado da Páscoa. E uma data como qualquer outra para a maioria das pessoas. Não para quem comemora aniversário. É um dia marcado por cumprimentos de famaliares e amigos, de receber presente, enfim, um dia a celebrar. E 5 de abril poderia ser um dia festivo também na vida do Londrina Esporte Clube, porém, infelizmente não é. Fundado em 1956, o LEC hoje não é sombra do que já foi num recente passado. Lá se vão 18 anos da última conquista: o título do Campeonato Paranaense na final caipira contra o hoje extinto União Bandeirante.

     São 54 anos vida de altos e baixos, para alguns muito mais na parte de baixo. São três títulos estaduais - 1962, 1981 e 1992 - e um nacional - Taça de Prata (equivalente à Série B) do Nacional de 1980. Ah, tem ainda aquele inédito quarto lugar do Brasileirão de 1977 (cujas finais acontecerão em 1978) - uma referência dos torcedores mais velhos e citação obrigatório em matérias jornalísticas que lembram o passado e a história do saudoso Tubarão.

     Mas hoje desestruturado - não tem diretoria,  as eleições estão suspensas, está sob intervenção da Justiça Trabalhista - curte o anonimato sob gestão de um grupo semiprofissional, o Universe, que está se aventurando no futebol. Grupo que não respeitou o "manto sagrado" alviceleste na Copa do Brasil e, por isso, deveria ter sido advertido pelo interventor judicial do clube. E, incrível, o grupo nem se lembrou da importante data na vida do LEC. Poderia ter feito uma ação de marketing e levado os jogadores ao Calçadão e, quem sabe, até conseguido junto a alguma confeitaria levar um bolo para comemorar junto ao torcedor. Mas nada, nada foi feito. Aliás, a gestão tem sido de um amadorismo total. O time chegou no dia 28/3 a Londrina e sequer pensou-se em levar os jogadores até o Calçadão para um contato com o torcedor. Nesse momento de baixa, era e é preciso fazer-se presente e mostrar que o LEC ainda vive,ou melhor, sobrevive após a desastrosa gestão do Peter Silva.

     Apesar do esquecimento da data pelos gestores, desejo ao LEC muitos anos de vida e um guinada nesta trajetória de baixa. Quem sabe o presente ao torcedor não venha com o título da Segundona e o acesso à primeira divisão do Paranaense. Parabéns Tubarão!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

LEC AINDA DEVAGAR

     Finalmente o Universe, grupo gestor do Londrina, trouxe a equipe para a cidade esta semana. Desde a última segunda-feira, 29/3, os jogadores e o técnico Célio Silva se alojaram na cidade. Os jogadores treinam num local próprio, a antiga sede do Nichika, na viação velha, oportunamente chamada de "Toca do Tubarão". Espera-se que depois daquele amadorismo inicial verificado na Copa do Brasil, os gestores façam uma administração mais profissional. E isto passa desde a contratação de reforços, ao relacionamento com a torcida e a imprensa e até a confecção do uniforme do clube.
     Com relação aos reforços, nota-se que foram anunciados uma série de jogadores com pouco ou nenhuma experiência. Pior, alguns parados há três meses, ou seja, em pleno abril, eles ainda não jogaram em 2010. É bom alertar os gestores que, apesar de o time disputar a Segundona do Paraná, os adversários não serão nada fáceis de se bater. É preciso mudar o foco e trazer jogadores aguerridos e com razoável técnica e experiência para que o LEC venha a ter sucesso de subir ainda este ano.
     No tocante ao contato com imprensa, parece que não tem havido problemas por ora. Já quanto à torcida, falta aos gestores montarem um esquema de mostrar que o time existe e está vivo. Que tal levar os jogadores num sábado de manhã para o Calçadão e apresentá-los ao torcedor?
      Já no quesito uniforme é bom o grupo queimar ou doar aquele usada na Copa do Brasil. Aquilo não honra as tradições do Tubarão. Já que escolheram uma empresa paulista para confeccionar os uniformes que cobrem dela respeito às cores e ao escudo do LEC. Os eternos conselheiros e ex-presidentes deveriam fiscalizar isto e cobrar tanto dos gestores quanto dos interventores da Justiça do Trabalho o uso correto das cores alvicelestes. No mais, o jeito é esperar que o técnico Célio Silva imponha seu estilo quando jogador: entrega total em defesa do Tubarão.

FOI-SE O MESTRE DAS PALAVRAS

     E o esporte brasileiro perdeu o mestre das palavras nesta semana. Armando Nogueira, o jornalista que profissionalizou o jornalismo na TV brasileira, morreu de câncer no dia 29 de março (uma segunda-feira). Ele deixa uma grande lacuna no colunismo esportivo do País. Com rara sapiência, o mestre soube aliar a poesia com o esporte. Mesmo ligado ao futebol, onde exaltou Pelé, Garrincha e outros  tantos craques , Armando não se furtou em reconhecer e embelezar o talento de outras feras do esporte nacional - claro ele também era obcecado por olimpíada - como a Rainha Hortência, a Magic Paula - ambas do basquete -, além de Leila, Virna e Fernanda Venturini, do vôlei. E, claro, o Mão Santa Oscar, um fominha talentoso que projetou nosso basquete masculino na incrível façanha dos Jogos Pan-Americanos de Indianópolis em 1987 com aquela vitória sensacional sobre os Estados Unidos.
     Tudo o que se disser sobre mestre Armando será pouco. Não foi à toa que jornalistas e colunistas esportivos de norte a sul do Brasil fizeram questão de destacar o legado deixado pelo mestre. Foi graças a Armando que os jornais deram e dão espaço às colunas esportivas que atraem cada vez mais leitores interessados em conhecer - e discordar - os pontos de vistas dos cronistas do esporte em geral.  Quem sabe na constelação de estrelas lá do céu, mestre Armando não esteja fazendo poesia com o golpe que a vida lhe pregou.

segunda-feira, 15 de março de 2010

GESTÃO AMADORA

     Pior que a eliminação do Londrina da Copa do Brasil frente ao Uberaba (MG) é a gestão amadora do grupo Universe à frente do Tubarão. A Justiça Trabalhista precisa agir para que essa administração postiça não cause ainda mais estragos no LEC. Além do futebol pobre e sem nenhuma qualidade naquele 2 a 0 para o time mineiro em Paranavaí, o grupo Universe sequer respeitou a já arranhada tradição do Tubarão usando um uniforme que nem clube amador usa mais. Aquilo parecia uniforme cedido por políticos em campanhas eleitorais. O Universe desrespeitou o LEC e sua torcida e, por consequência, a cidade de Londrina. Só isso era motivo de protesto formal de conselheiros e ex-dirigentes do clube. Mas não se ouviu ou viu nada. Tal a apatia que a cidade tem desmonstrado com relação ao seu mais tradicional clube de futebol. E isso é cada vez mais evidente, desde a gestão desastrosa do Peter Silva que culminou com a queda à Segundona do Paraná em 2009 e com a desclassifição na Série D do Brasileiro. Parece que ninguém liga para o que acontece com o LEC. Era preciso mais energia e cobrança em cima do Universe. Tá certo que o time não deu vexame de ser goleado, mas o novo grupo gestor tem que ser cobrado a dar satistações e a honrar o escudo e o uniforme do LEC. Do contrário, poderá dar vexame na Segundona que começa em maio.

segunda-feira, 1 de março de 2010

RESULTADO ESPERADO

     A derrota do Londrina por 1 a 0 para o Uberaba, na quarta-feira (24/2), no Triângulo Mineiro, não chegou a ser surpresa para ninguém. Ao contrário, há inclusive quem prevesse uma goleada a favor do time mineiro. Daí o resultado ter sido considerado quase como uma vitória nessa volta cheia de expectativa do Alviceleste aos gramados, pós-gestão "titânica"  de quatro anos do senhor Peter Robson da Silva que culminou com intervenção da Justiça, clube sem uma diretoria, time sem jogadores e, pior, rebaixado no Paraná e sem vaga em nenhuma divisão nacional. Essa vaguinha da Copa do Brasil, aliás, é fruto da conquista da Copa Paraná 2008 sob gestão do empresário Adir Leme. No jogo de volta, dia 10 de março - onde será disputada a partida, hein? - também não há muito o que esperar. Digo isto porque quem foi a Uberaba viu um time muito fraco e apenas se defendendo e, como não deve ter reforços, e praticamente sem ataque. Resta torcer para que também não faça feio. E, a partir daí, acredito que a torcida, imprensa e o interventor da Justiça Trabalhista devem ficar mais atentos e cobrar um posição mais profissional do grupo Universe. Não sei até que ponto a saída do Vagner Nunes vai afetar a sequência de trabalho do grupo. Mas já passou da hora do grupo instalar-se na cidade e provar que está a fim mesmo de devolver a alegria à torcida do LEC. Agora, é urgente que alguém cobre o grupo em relação às cores do Tubarão: aquele azul escuro usado em Uberada foi bisonho, ficou pior ainda com os calções no mesmo tom. É haja paciência para recuperar a autoestima e as tradições do velho Tubarão.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

QUE TUBARÃO É ESSE?

     Confesso que ainda não entendi a estratégia do grupo Universe, gestor do Londrina pelos próximos três anos no mínimo (bem, se aguentarem o tranco), de manter o time treinando em Campo Mourão sem ao menos apresentá-lo ao torcedor. Nem que fosse um "desfile" de encontro com a torcida no Calçadão, por exemplo, já que na cidade não há estádio liberado para jogos. Nesta quarta, o time que estreia na Copa do Brasil contra o Uberaba, no Triângulo Mineiro, é uma tremenda incógnita. Ouvimos apenas relatos de alguns radialistas que foram assistir aos jogos-treinos contra Engenheiro Beltão e Cianorte e, pelo jeito, é um time frágil. Resta torcer para que consiga ao menos um empate em Minas para ainda lutar pela vaga à segunda fase da competição.

    O que não dá pra entender é o veto da Federação Paranaense de Futebol ao Estádio do Café. Exigir muro entre o estádio e o autódromo pra quê? Se é pra evitar evasão de renda pode esquecer, porque a torcida do LEC está desmobilizada e desmotivada. Só mesmo um grande jogo - aí sonhando em eliminar o Uberaba e pega o Fluminense na sequência - seria capaz de reanimá-la. Outra incoerência é a má vontade da Prefeitura de Londrina e da própria Fundação de Esportes do município em não atender às exigências da FPF para liberar o Café para o jogo de volta contra o Uberaba, em março. Com tanta gente remando contra o time, parece que o torcedor do Tubarão continuará com sua sina sofredora em 2010.

VITÓRIA SEM SEGREDO

     E, no final das contas, a vitória da Unidos da Tijuca no Carnaval Carioca não foi segredo pra ninguém. A tradicional escola com mais de 70 anos fez bonito na Sapucaí e, com justiça, arrebatou o caneco. Fez uma apresentação impecável. Da sua comissão de frente - que conquistou o público de cara com uma mágica incrível de troca de roupa de seis mulheres - aos carros alegóricos - com direito a uma grande rampa de esqui para Batmen que na sequência virava uma grande parede de escalada para Homens-aranhas. O carnavalesco Paulo Barros deu show de criatividade e conseguiu fazer um desfile harmônico como há muito não se via. Como salgueirense - mas não só por isso -, não concordei com o quinto lugar. O Salgueiro deveria estar entre as três primeiras. A Vila Isabel, apesar do belo samba do Martinho da Vila, não fez um desfile harmônico. A Imperatriz fez um desfile melhor e ficou lá atrás. Enfim, não dá pra saber o que vai na cabeça dos jurados. O mesmo pode ser dito da Beija-Flor que não se apresentou no seu melhor estilo e isso não tem nada a ver com o enredo patrocinado pelo governo do Distrito Federal, cujo governador está preso por corrupção. A vitória da Tijuca serviu pra mostrar que sempre há o que renovar no desfile das escolas sem desvirtuar o samba. Foi um desfile nota dez.