O Londrina cumpriu com méritos o seu primeiro objetivo na Divisão de Acesso do Paraná. Venceu o turno com 20 pontos ganhos, fruto de 6 vitórias, dois empates e apenas uma derrota - talvez, a mais amarga para um rival de Maringá (que não é o tradicional Grêmio) justamente quando jogou um futebol superior. Infelizmente, por questões de trabalho, não pude acompanhar in loco a maioria dos jogos no Estádio do Café. Entretanto, pelos comentários no rádio e nos jornais, é possível depreender que o time arrancou bem com preparo físico e entrosamento superior aos concorrentes, mas declinou nas últimas partidas. Menos mal que conseguiu vencer justamente o Toledo, time que somou 18 pontos e ficou na cola do Tubarão. É uma equipe a ser batida no returno se o Alviceleste quiser liquidar a parada e levar o caneco sem o tal injusto quadrangular. Quem venham pelo menos mais três reforços para se juntar ao elenco e dar mais opções ao técnico Claudio Tencatti, que apesar da bela campanha tem sido hostilizado por parte dos torcedores. A hora não é para desunião, é de apoio total para que se cumpra a missão de colocar o time de volta à divisão de elite do Estado, de onde o LEC nunca deveria ter saído - não é seu Peter Silva? Oxalá, o Tubarão já mostre suas credenciais de favorito nesta quinta-feira, em Irati, onde enfrenta o São José.
Feito gente grande
Já havia elogiado o papel da torcida organizada Falange Azul. E como ela vem fazendo bonito nesta Segundona. Empurra o time a todo o momento e os seus integrantes têm comparecido em grande número ao Estádio do Café. Quem continue assim e procure se diferenciar das demais sem entrar nessa de agressões a torcedores rivais que aqui vierem. Faça o papel de bom recebedores para ter o mesmo tratamento em outras cidades. O futebol anda tão se graça ultimamente devido à briga selvagem das organizadas que um gesto como esse poderia resgatar aquele torcedor mais receoso da violência nos estádios. Ah, e outra coisa: nada de hostilizar torcedores que vestem uniformes de times paulistas, cariocas ou de outros estados que vão ao Café para dar uma força ao LEC. O Tubarão só conquistará mais adeptos com bom futebol em campo e com uma torcida simpática que possa cativar mais membros para engrossar o bonito coro de "É TUBARÃO"!
quarta-feira, 22 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
TUBARÃO - 35 ANOS DEPOIS
O animador início do Londrina na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense faz lembrar do nascimento do apelido Tubarão há 35 anos. Pode até parecer um exagero. Isto pelo fato de tratar-se de uma Segunda Divisão Estadual. Em1976, quando o time londrinense goleava seus adversários no VGD ou fora de casa e o filme "Tubarão" fazia sucesso no cinema, um radialista na época - um publicitário de Curitiba também advoga para si o mérito pelo apelido - usou pela primeira vez o termo. De lá pra cá, o nome pegou e a torcida entoa o grito de "É Tubarão"!
Dentro do nível técnico da Segundona, o LEC está conseguindo se impor, principalmente no Estádio do Café. Domingo, por exemplo, não tomou conhecimento do Iguaçu. A goleada de 5 a 0 mostra bem a superioridade do time dirigido pelo técnico Claudio Tencatti. Já na estreia, contra o São José, o 3 a 0 foi pouco pela diferença técnica das equipes. O único porém veio com o futebol irregular diante do Serrano, em Prudentópolis, na última quarta-feira. Destaque para o atacante Warlley que comportou-se como um artilheiro nato marcando 4 gols em dois jogos. No último domingo, também os lateriais Airton e Wendel se destacaram marcando gols.
Agora, o LEC terá duas partidas seguidas fora de seus domínios e precisará manter a regularidade mostrada em casa para manter-se no topo da competição. Toledo, nesta quinta-feira, e Sport de Campo Mourão, no domingo próximo, serão os desafios. Os pontos conquistados nestas partidas serão fundamentais para que o time faça valer o apelido de Tubarão destemido e conquiste de vez o angustiado torcedor alviceleste que até aqui tem se mostrado fiel - nos dois jogos iniciais mais de 9 mil torcedores foram ao Estádio do Café -, e ansia pelo acesso.
Dentro do nível técnico da Segundona, o LEC está conseguindo se impor, principalmente no Estádio do Café. Domingo, por exemplo, não tomou conhecimento do Iguaçu. A goleada de 5 a 0 mostra bem a superioridade do time dirigido pelo técnico Claudio Tencatti. Já na estreia, contra o São José, o 3 a 0 foi pouco pela diferença técnica das equipes. O único porém veio com o futebol irregular diante do Serrano, em Prudentópolis, na última quarta-feira. Destaque para o atacante Warlley que comportou-se como um artilheiro nato marcando 4 gols em dois jogos. No último domingo, também os lateriais Airton e Wendel se destacaram marcando gols.
Agora, o LEC terá duas partidas seguidas fora de seus domínios e precisará manter a regularidade mostrada em casa para manter-se no topo da competição. Toledo, nesta quinta-feira, e Sport de Campo Mourão, no domingo próximo, serão os desafios. Os pontos conquistados nestas partidas serão fundamentais para que o time faça valer o apelido de Tubarão destemido e conquiste de vez o angustiado torcedor alviceleste que até aqui tem se mostrado fiel - nos dois jogos iniciais mais de 9 mil torcedores foram ao Estádio do Café -, e ansia pelo acesso.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O BOM RETORNO DO TUBARÃO
O novo Londrina, nascido da parceria com a SM Sports, deu mostras na estreia na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense que pode reconquistar o desconfiado torcedor do Tubarão. Nem tanto pelo fácil 3 a 0 sobre o frágil São José, muito mais pela boa qualidade mostrada por uma série de jogadores. Mesmo ainda sem entrosamento, o meio-campo montado pelo técnico Claudio Tencatti trouxe jogadores de boa qualidade técnica. Os experientes Silvinho e Ricardinho, o jovem volante Silvio - o destaque nesta partida pela rapidez, senso de cobertura e de desarme - mais o meia Bruno - fez um golaço de falta - dão esperança de que a torcida poderá assistir belas atuações do time. No ataque, Warlley e Arthur combinaram experiência e juventude/rapidez para vencer a zaga adversária. Se Arthur não fez gol, foi por uma jogada individual dele que saiu a falta quase ao final da primeira etapa na entrada da área que resultou em gol de Bruno. O atacante ainda cruzou a bola para o segundo gol, marcado por Warlley. Bem e o que falar então do ex-atacante do Roma? Foi ele o grande destaque do time. Quem subestimar a sua estatura - 1,66 metro - irá se dar mal. Pois o baixinho, além das rápidas jogadas pela direita no primeiro tempo, marcou dois gols de cabeça! E isto após perder um pênalti no início da etapa final quando o placar apontava 1 a 0. Na defesa, o goleiro Danilo ainda não estreou pois o São José inexistiu no ataque. Aliás, o time do Sul do Estado só segurou o zero a zero enquanto teve fôlego e o Londrina marcava à distância a saída de bola. A dupla de zaga também não teve tanto trabalho também, mas foi bom ver que o zagueiro Elson faz alguns lançamentos combinados para explorar a velocidade de Arthur. Os laterais ainda precisam evoluir. Num jogo em que o adversário jogava recuado, era vital o avanço dos laterais. Airton teve espaço à vontade, porém falhou no passe final. É preciso corrigir esta deficiência. Wendel foi pouco explorado na primeira etapa, porém melhorou no tempo final. Enfim, se não foi um futebol primoroso de encher os olhos do faminto torcedor do Londrina por futebol - e quem hoje no Brasil joga bonito constantemente? -, o Tubarão fez um retorno auspicioso. Vai subir? Bem, ainda é cedo para arriscar, mas deixou na torcida a esperança de que 2011 vai apagar os últimos anos de vergonha e amargura proporcionados por cartolas e parceiros/forasteiros incompetentes. Vamos pra cima Tubarão!
A TORCIDA
A torcida foi outro destaque deste domingo no Estádio do Café. Muitos criticam o torcedor do Tubarão, mas como manter-se fiel com a série de decepções e interrupções de projetos? Pois é, os mil e poucos torcedores de outrora se transformaram em cinco mil na estreia do LEC. Mesmo sem movimentação no placar em 40 minutos da primeira etapa, o torcedor teve paciência e não vaiou o time. A torcida Falange Azul também fez o seu papel incentivando o time o tempo todo. E quando Bruno fez o gol de falta, a torcida pôde soltar o grito de gol que estava por longo tempo preso na garganta. E se a equipe continuar evoluindo, o Estádio do Café pode se preparar para receber mais torcedores.
O PARCEIRO
Só há um porém neste retorno do LEC: algumas medidas adotadas pelo empresário Sergio Malucelli, dono da SM. Primeiro foi aquela censura aos jornalistas do Jornal de Londrina por não concordar com um ponto de vista do editor do jornal numa coluna. Menos mal que voltou atrás e permitiu que o JL frequentasse o centro de treinamentos. Também não pega bem o excesso de blindagem de jogadores e técnico, que só deu entrevistas quase ao final da semana passada. Outra questão é o tom irônico em algumas entrevistas de Malucelli. Numa delas ao ser perguntado sobre expectativa de torcida para a estreia chegou a dizer que esperava venda dos 9 mil ingressos permitidos pela Federação Paranaense de Futebol. Alertado que poderia ser perto de 3 mil pessoas, disse que a imprensa local afirmara que o londrinense gostava de futebol, então, a sua expectativa era de muito mais. Acredito que 5 mil para a estreia foi muito acima de qualquer expectativa. Se compararmos com o Brasileirão da Série A, por exemplo, o Palmeiras levou 13 pagantes em seu jogo contra o Botafogo. Então, é preciso mais respeito do parceiro do Tubarão à torcida e à imprensa. Afinal, se todos trabalharem na mesma direção, o Londrina vai atingir o objetivo de voltar à Primeira Divisão e recuperar o seu lugar no futebol do Paraná.
A TORCIDA
A torcida foi outro destaque deste domingo no Estádio do Café. Muitos criticam o torcedor do Tubarão, mas como manter-se fiel com a série de decepções e interrupções de projetos? Pois é, os mil e poucos torcedores de outrora se transformaram em cinco mil na estreia do LEC. Mesmo sem movimentação no placar em 40 minutos da primeira etapa, o torcedor teve paciência e não vaiou o time. A torcida Falange Azul também fez o seu papel incentivando o time o tempo todo. E quando Bruno fez o gol de falta, a torcida pôde soltar o grito de gol que estava por longo tempo preso na garganta. E se a equipe continuar evoluindo, o Estádio do Café pode se preparar para receber mais torcedores.
O PARCEIRO
Só há um porém neste retorno do LEC: algumas medidas adotadas pelo empresário Sergio Malucelli, dono da SM. Primeiro foi aquela censura aos jornalistas do Jornal de Londrina por não concordar com um ponto de vista do editor do jornal numa coluna. Menos mal que voltou atrás e permitiu que o JL frequentasse o centro de treinamentos. Também não pega bem o excesso de blindagem de jogadores e técnico, que só deu entrevistas quase ao final da semana passada. Outra questão é o tom irônico em algumas entrevistas de Malucelli. Numa delas ao ser perguntado sobre expectativa de torcida para a estreia chegou a dizer que esperava venda dos 9 mil ingressos permitidos pela Federação Paranaense de Futebol. Alertado que poderia ser perto de 3 mil pessoas, disse que a imprensa local afirmara que o londrinense gostava de futebol, então, a sua expectativa era de muito mais. Acredito que 5 mil para a estreia foi muito acima de qualquer expectativa. Se compararmos com o Brasileirão da Série A, por exemplo, o Palmeiras levou 13 pagantes em seu jogo contra o Botafogo. Então, é preciso mais respeito do parceiro do Tubarão à torcida e à imprensa. Afinal, se todos trabalharem na mesma direção, o Londrina vai atingir o objetivo de voltar à Primeira Divisão e recuperar o seu lugar no futebol do Paraná.
segunda-feira, 21 de março de 2011
SAMBA CRONOMETRADO
Uma boa música pode durar uma eternidade. Sei lá, uns cinco minutos, talvez. As clássicas são assim. Tem longa duração. Ruim mesmo é ouvir aquelas de gosto duvidoso, tipo "Quero não, não vó não" ou "Adocica, meu amor" e por aí afora. Este "nariz de cera" é para justificar a minha posição quanto à penalização do Salgueiro no desfile das escolas de samba do Rio. É, alguns dirão, o choro é tardio, afinal, a Beija-Flor já levou o título. Levou sim, acredito, mais pelo tom emotivo da homenagem ao rei Roberto Carlos. O Salgueiro avançou o tempo limite de seu desfile, mas fez uma apresentação impecável. Levantando a Marquês de Sapucaí durante sua apresentação. O problema mesmo ocorreu na dispersão quando vários carros alegóricos ficaram parados em função de sua grandiosidade - uma lição para 2012: menos carros na avenida -, provocando um embolando entre os passistas. E mesmo perdendo um ponto, o Salgueiro manteve a tradição e desfilou no sábado das campeãs fazendo jus ao velho bordão do "nem pior, nem melhor, apenas uma escola diferente". Tão diferente que mesmo penalizada, saiu da última colocação para o quinto lugar. Que em 2012 a vermelho e branco da Tijuca leve o caneco do samba carioca.
terça-feira, 15 de março de 2011
VÔLEI DE LONDRINA PERDEU RUMO
O Londrina/MM/Sercomtel faz hoje à noite, no Moringão, jogo decisivo pela Superliga Masculina de Vôlei. Se se confirmar a previsão de favoritismo do Sesi, o time londrinense praticamente dará adeus aos playoffs. O até então time sensação da Superliga, que conquistou vitórias significativas diante do próprio Sesi em São Paulo e frente ao estrelado time do Vôlei Futuro e tetracampeão nacional Florianópolis, ambos no Moringão, viu ruir sua chance de classificação com uma derrota doída diante do modesto Blumenau, em Londrina - jogo que todos davam como vitória certa. Acredito que aí tenha quebrado a confiança do próprio técnico Chiquita em seu elenco, a ponto de ele ter afirmado em entrevista após a partida que Londrina era o Hobin Wood da Superliga - ganhava dos grandes para entregar para os pequenos. Assim, o time teve de jogar pressionado por vitória frente do Vôlei Futuro (derrota de 3 a 1) e Campinas (revés de 3 a 0), ambos na semana passada, ficando nesta situação delicada de ter de vencer Sesi e Pinheiros, em Londrina. Após os três insucessos seguidos, alguém ainda crê numa recuperação, ainda mais com Campinas enfrentando dois times já eliminados? Não dá, né? Pelo menos eu não acredito pelo vi nos vários jogos no Moringão ou na TV. Resta esperar que este bom trabalho realizado até aqui, que deve culminar com a nona colocação - algo que ninguém apostaria pela montagem em cima da hora da equipe e pelos nomes desconhecidos dos jogadores -, possa ter sequência para o próximo com time melhor estruturado e um elenco de melhor qualidade com boas reposições no banco de reservas. Afinal, mesmo decepcionando diante do Blumenau, o grupo comandado por Chiquita devolveu ao londrinense o prazer de ir até o Moringão e torcer por um time que até então demonstrou muita garra e determinação. Então, após o jogo de hoje e o de quinta contra o Pinheiros espero que o trabalho continue e seja um até breve à próxima Superliga.
quinta-feira, 3 de março de 2011
VÔLEI DÁ EXEMPLO
O time do Londrina/MM/Sercomtel tem dado um verdadeiro exemplo de superação na Superliga de Vôlei Masculino. Montado em cima da hora com apenas um nome conhecido - o líbero Alan que compôs o grupo campeão mundial do técnico Bernardinho -, a equipe do técnico Chiquita sofreu no início da competição. Perdeu vários jogos fruto do desentrosamento e logo despertou um certo descrédito por parte da imprensa e da torcida. Mas mostrando que conhece o grupo que montou, Chiquita tratou de puxar nos treinos para provar que tinha nas mãos um grupo vencedor. Mais que isto: comprovou que sabe muito de tática do vôlei e como explorar as deficiências de supertimes como o Sesi e o Cimed/Florianópolis.
E escrevo isso mesmo antes da definição dos oito classificados para os playoffs. Afinal, não é fácil treinar pensando se o salário será pago ou não no final do mês. Apesar de ter dois patrocinadores, o Londrina ainda precisa de mais dinheiro para cobrir sua folha de pagamento. A Prefeitura já faz a sua parte com a Sercomtel, então é preciso que os empresários da cidade abracem o vôlei tendo a visão da exposição que este esporte está trazendo à cidade. Basta ver os elogios de especialistas da modalidade, como o ex-jogador Carlão (hoje comentarista do Sportv), e os jogos seguidos sendo transmitidos para todo o Brasil como na última terça-feira contra o Cimed/Florianópolis e o confronto desta sexta-feira contra o Blumenau, ambos no Moringão. O vôlei dá visibilidade ao patrocinador.
FELIZ COINCIDÊNCIA
A vitória de Londrina sobre o Cimed trouxe uma feliz coincidência. A exemplo do turno quando o Sesi acumulava 12 vitórias seguidas e liderava a Superliga mas acabou derrotado por 3 a 2 pelo Londrina, o Cimed mesmo já tendo perdido na competição vinha de 12 triunfos consecutivos e amargou um sonoro 3 a 0 no Moringão. Mais o Cimed ainda não havia sido derrotado fora de casa. Claro que a contusão do levantador Bruninho no início da partida prejudicou o Cimed, mas não a ponto de se afirmar de que com ele em quadra o resultado teria sido diferente. Do outro lado da rede havia um Londrina determinado a vencer e jogou com alma para sair da quadra com este objetivo. E o time soube neutralizar as principais jogadas do Cimed: parou Bobe e João Paulo e os seus substitutos como o veterano Anderson. Destaque para o levantador Bruno Alves, eleito o melhor do jogo, e que enfrentava um drama pessoal: teve o apartamento incendiado e havia batido o carro. Mas ele se superou como poucos em quadra e, apesar de alguns erros na escolha do levantamento, fez dois belos bloqueios simples no ponta Renato do Cimed. Também brilharam o meio de rede Marc, o ponta Renato e o oposto De Paula e o líbero Alan. Mesmo Marcelão, Pedrinho, Gaúcho e Hister estiveram bem dentro do conjunto coeso orientado pelo Chiquita. E faltam duas vitórias para consolidar a classificação aos playoffs. Espero que o torcedor vá nesta sexta-feira ao Moringão com o mesmo entusiasmo de sempre no confronto contra o Blumenau, que promete ser mais um sensacional jogo da Superliga 2010/11. Se em quadra o time está correspondendo, restar esperar que os dirigentes sigam o exemplo e tratem de cumprir o acordo financeiro com os jogadores.
E escrevo isso mesmo antes da definição dos oito classificados para os playoffs. Afinal, não é fácil treinar pensando se o salário será pago ou não no final do mês. Apesar de ter dois patrocinadores, o Londrina ainda precisa de mais dinheiro para cobrir sua folha de pagamento. A Prefeitura já faz a sua parte com a Sercomtel, então é preciso que os empresários da cidade abracem o vôlei tendo a visão da exposição que este esporte está trazendo à cidade. Basta ver os elogios de especialistas da modalidade, como o ex-jogador Carlão (hoje comentarista do Sportv), e os jogos seguidos sendo transmitidos para todo o Brasil como na última terça-feira contra o Cimed/Florianópolis e o confronto desta sexta-feira contra o Blumenau, ambos no Moringão. O vôlei dá visibilidade ao patrocinador.
FELIZ COINCIDÊNCIA
A vitória de Londrina sobre o Cimed trouxe uma feliz coincidência. A exemplo do turno quando o Sesi acumulava 12 vitórias seguidas e liderava a Superliga mas acabou derrotado por 3 a 2 pelo Londrina, o Cimed mesmo já tendo perdido na competição vinha de 12 triunfos consecutivos e amargou um sonoro 3 a 0 no Moringão. Mais o Cimed ainda não havia sido derrotado fora de casa. Claro que a contusão do levantador Bruninho no início da partida prejudicou o Cimed, mas não a ponto de se afirmar de que com ele em quadra o resultado teria sido diferente. Do outro lado da rede havia um Londrina determinado a vencer e jogou com alma para sair da quadra com este objetivo. E o time soube neutralizar as principais jogadas do Cimed: parou Bobe e João Paulo e os seus substitutos como o veterano Anderson. Destaque para o levantador Bruno Alves, eleito o melhor do jogo, e que enfrentava um drama pessoal: teve o apartamento incendiado e havia batido o carro. Mas ele se superou como poucos em quadra e, apesar de alguns erros na escolha do levantamento, fez dois belos bloqueios simples no ponta Renato do Cimed. Também brilharam o meio de rede Marc, o ponta Renato e o oposto De Paula e o líbero Alan. Mesmo Marcelão, Pedrinho, Gaúcho e Hister estiveram bem dentro do conjunto coeso orientado pelo Chiquita. E faltam duas vitórias para consolidar a classificação aos playoffs. Espero que o torcedor vá nesta sexta-feira ao Moringão com o mesmo entusiasmo de sempre no confronto contra o Blumenau, que promete ser mais um sensacional jogo da Superliga 2010/11. Se em quadra o time está correspondendo, restar esperar que os dirigentes sigam o exemplo e tratem de cumprir o acordo financeiro com os jogadores.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
FUTEBOL MAIS TRISTE
O futebol ficou mais triste esta semana. A aposentadoria do atacante Ronaldo não pode ser chamada de precoce, mas com certeza deixa o mundo futebolístico mais pobre. Claro, dirão os mais críticos, que Ronaldo já deixara de ser o "Fenômeno" aclamado na Itália há muitos anos. Talvez, já na Copa de 2006 quando mesmo alcançando a marca de maior goleador das Copas com 15 gols fracassou naquele time do apático técnico Carlos Alberto Parreira. Brilhou em um ou outro jogo do Corinthians, ficou outro tanto de fora mas o seu carisma era capaz de atrair a torcida ao estádio. Fora de campo, ampliou os contratos publicitários do Timão que sem ele o time de Parque São Jorge dificilmente os teria. Golpeado por contusões e pela crítica - muitas delas até merecidas em razão de suas noitadas desastradas, como aquela dos travestis no Rio (lembram?) -, Ronaldo sempre foi cortez nas respostas. Mesmo no discurso de despedida na última segunda-feira, não atirou para todos os lados como faria e fez Romário em toda a sua carreira. Só não colou aquela história do hipotiroidismo como os médicos consultados pela imprensa o desmentiram em referência ao aumento de peso e de que o remédio para combater a doença seria considerado doping. E, pelo que já vimos na imprensa, Ronaldo não se desligará facilmente do futebol. Se Pelé até hoje ainda fatura com o marketing, imaginem Ronaldo que já tem contrato vitalício com o Nike e aparece em um sem-número de anúncios? E já se pode antever um namoro da Rede Globo para que o Fenômeno passe a integrar o staff de comentaristas da emissora. Ronaldo deixa um grande legado para o futebol, sem dúvida, e um vazio no ataque da seleção. Aliás, após a saída de cena de Romário e Ronaldo, o Brasil ainda não encontrou um atacante à altura. Tem somente o Luis Fabiano, menos técnico que os dois. Outros testados ainda estão a anos luz da dupla Ro-Ro. E até 2014 dificilmente surgirá alguém assim tão espetacular, um fora de série como eram Romário e Ronaldo. Só espera-se que a CBF reconheça o talento de Ronaldo e promova um jogo de despedida à altura do Fenômeno.
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